Israel militariza ainda mais Cisjordânia ocupada, após anúncio de plano de Trump

O governo de Israel decidiu militarizar ainda mais a Cisjordânia ocupada e as zonas próximas à Faixa de Gaza, após o anúncio pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um plano que reforça a ocupação isgtaelense e prejudica os interesses do povo palestino

(Foto: Sputnik)


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247 - O Exército israelense reforçou nesta quafrta-feira (29) sua presença na Cisjordânia e nas proximidades de Gaza, um dia depois do anúncio do plano de paz proposto por Donald Trump para o Oriente Médio. Embora a iniciativa americana tenha sido aceita de forma positiva por Israel, na Palestina tem profunda rejeição.

Pouco depois do anúncio sobre os reforços militares, foi registrado o disparo de um míssil contra Israel procedente da Faixa de Gaza, segundo informações do exército israelense.

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Em resposta, o exército de Israel, por sua vez, anunciou que "caças (israelenses) atacaram vários alvos terrestres do Hamas no sul da Faixa de Gaza".

Novos protestos contra o plano de paz ocorreram nesta quarta-feira na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, deixando vários feridos. Os líderes palestinos consideram que a proposta de Washington favorece os interesses israelenses.

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O presidente palestino Mahmud Abbas, que rejeitou propostas de diálogo com o Estados Unidos nos últimos meses, declarou que o plano "não acontecerá", informa a AFP.

Abas deve explicar diante do Conselho de Segurança da ONU em até duas semanas sobre a recusa ao plano, anunciou nesta quarta-feira o embaixador palestino nas Nações Unidas, Riyad Mansur.

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O plano da Casa Branca daria a Israel a soberania sobre o Vale do rio Jordão, uma grande área estratégica da Cisjordânia ocupada desde 1967. É nesse local que o exército israelense acaba de fortalecer a sua presença e deve se tornar a nova fronteira oriental do país.

Com uma bandeira palestina em mãos, Thabit Atiya, de 52 anos, participou de uma manifestação nesta quarta-feira em Tubas, situada no vale.

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"Estou aqui para expressar minha oposição contra o plano de Trump", contou à AFP. "Queremos mostrar que a Palestina não está vazia e que seus habitantes continuam aqui".

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