Israel dispara míssil contra a Síria

Decisão tomada pelo governo de Benjamin Netanyahu representa o primeiro engajamento militar do país na região desde a guerra de 1973; guerra civil na Síria pode descambar para conflito maior no Oriente Médio

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SÃO PAULO, 11 Nov (Reuters) - Forças israelenses dispararam um míssel guiado contra a Síria no que o exército descreveu como uma advertência, depois que a munição da luta entre soldados e rebeldes sírios atingiu as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O incidente, descrito pela Rádio Israel como o primeiro engajamento direto das forças armadas sírias no Golã desde a guerra de 1973, destacou o temor internacional de que a guerra civil da Síria possa provocar um conflito regional maior.

Uma fonte de segurança israelense disse que a força armada disparou na direção de uma equipe de morteiro do exército sírio, que havia lançado um foguete que ultrapassou a barreira de Golã no domingo, explodindo perto de um assentamento judaico, sem provocar feridos.

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O míssel, conhecido internacionalmente como Spike, pode ser guiado para o seu alvo por um operador que vê uma imagem ao vivo. Não houve vítimas relatadas no que foi evidentemente uma demonstração de poder de fogo.

Em um comunicado, o exército israelense disse que os soldados haviam "disparados tiros de advertência na direção das regiões sírias".

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"O IDF (Força de Defesa de Israel) fez uma reclamação junto às forças da ONU operando na região, declarando que os tiros vindo da Síria em direção a Israel não serão tolerados e terão resposta dura", segundo comunicado.

Não houve um comentário imediato da Força Observadora do Desengajamento das Nações Unidas, que patrulha a área, e nenhuma reação da Síria.

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A disseminação da violência neste mês, da Síria para o Golã, mexeu com os nervos dos israelenses, temerosos de que o front tranquilo aumentasse as ameaças ao Estado judeu de militantes islâmicos nos vizinhos Líbano, Gaza e Sinai do Egito.

Há temores similares na Turquia, Jordânia e Líbano sobre incidentes em suas próprias fronteiras com a Síria, onde forças leais ao presidente Bashar al-Assad vêm combatendo rebeldes há 19 meses.

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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, falando antes do ataque em Golã no domingo, disse a seu gabinete de Israel, que estava "acompanhando de perto o que está acontecendo em nossa fronteira com a Síria .. e (está) preparado para qualquer desdobramento".

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