Israel amplia lei para tirar cidadania de condenados por 'terror'

Um grupo de direitos humanos disse que a medida é "uma violação do direito internacional"

Palestinos durante funeral e Benjamin Netanyahu
Palestinos durante funeral e Benjamin Netanyahu (Foto: Reuters)


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247 - O parlamento israelense, o Knesset, adotou nesta quarta-feira (15) um projeto de lei que permitirá às autoridades retirar a cidadania israelense de árabes considerados terroristas e deportá-los, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"No Knesset, agora adotamos um projeto de lei do presidente da coalizão, Ofir Katz, sobre retirar a cidadania dos terroristas e deportá-los. Nossa resposta ao terrorismo é atingi-lo com força", tuitou Netanyahu.

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A lei permitirá ao Ministério do Interior israelense revogar a cidadania de condenados por terrorismo que recebem financiamento da Autoridade Palestina e deportá-los para os territórios palestinos.

A Autoridade Palestina concede estipêndios a numerosas famílias de prisioneiros, ou aos próprios detidos, incluindo aqueles condenados por matar israelenses

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Um grupo de direitos humanos disse que a medida é "uma violação do direito internacional".

Adalah, uma organização que defende os direitos dos palestinos em Israel, disse que a lei "não apenas cria um caminho adicional para a revogação da cidadania de residência dos palestinos... sob o regime israelense, mas também facilita sua expulsão".

"A lei tem como alvo explicitamente e exclusivamente os palestinos como parte do entrincheiramento de Israel em dois sistemas jurídicos separados baseados na supremacia judaica", acusou o grupo em um comunicado. (Com France24).

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