Islândia caminha para governo de esquerda após eleições

Os islandeses, irritados com uma série de escândalos políticos, derrubaram o governo de centro-direita em uma eleição que pode abrir caminho para uma jovem e carismática líder da oposição formar uma coalizão de esquerda, mostraram as contagens de votos finais neste domingo; com a derrota do governo do primeiro-ministro Bjarni Benediktsson, sua principal oponente, Katrin Jakobsdottir, do Movimento Esquerda-Verde, provavelmente terá a chance de formar uma estreita maioria no parlamento

Left Green Movement candidate Katrin Jakobsdottir casts her vote during a snap parliamentary election in Reykjavik, Iceland October 28, 2017. 
Left Green Movement candidate Katrin Jakobsdottir casts her vote during a snap parliamentary election in Reykjavik, Iceland October 28, 2017.  (Foto: Aquiles Lins)


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REYKJAVIK (Reuters) - Os islandeses, irritados com uma série de escândalos políticos, derrubaram o governo de centro-direita em uma eleição que pode abrir caminho para uma jovem e carismática líder da oposição formar uma coalizão de esquerda, mostraram as contagens de votos finais neste domingo.

Com a derrota do governo do primeiro-ministro Bjarni Benediktsson, sua principal oponente, Katrin Jakobsdottir, do Movimento Esquerda-Verde, provavelmente terá a chance de formar uma estreita maioria no parlamento.

A ilha nórdica de 340 mil pessoas, um dos países mais atingidos pela crise financeira de 2008, conseguiu uma notável recuperação econômica impulsionada por um boom do turismo.

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Benediktsson convocou eleições em setembro, depois de menos de um ano no governo, após um escândalo envolvendo seu pai ter levado o partido Futuro Brilhante a abandonar sua coalizão governante, dizendo que teve sua confiança traída.

O governo anterior foi derrotado no ano passado na onda das revelações dos Panama Papers sobre o uso de paraísos fiscais offshore pelo primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson.

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Além dos escândalos políticos, um crescente senso de desigualdade e inquietação sobre a imigração em uma das nações mais homogeneamente étnicas do mundo tumultuaram uma democracia conhecida por sua estabilidade política e social.

Após a contagem final dos votos, Jakobsdottir, 41, do Esquerda-Verde, conseguiu obter uma estreita maioria no parlamento com outros três partidos da oposição.

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O resultado mostrou que uma coalizão liderada pelo Esquerda-Verde é possível se eles unirem forças com os Social Democratas, o Partido Progressista e o Partido Pirata, uma vez que deteriam 32 dos 63 assentos do parlamento.

O parlamento estará dividido entre oito partidos. Entraram dois novos partidos, enquanto um dos partidos no atual governo tripartidário não obteve votos suficientes para continuar no parlamento.

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O Partido da Independência, principal da atual coalizão governista, perdeu 4 pontos percentuais ante a eleição do ano passado, e teve 25 pro cento dos votos.

O Esquerda-Verde veio em segundo com 17 por cento, um ponto percentual acima da votação do ano passado. Seus prováveis aliados dos Social-Democratas ficaram em terceiro, com 12 por cento, quase dobrando sua fatia.

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O novo Partido de Centro, que foi formado em setembro pelo ex-primeiro ministro Gunnlaugsson, teve 11 por cento dos votos.

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