Irlanda faz hoje referendo sobre pacto fiscal de Merkel
Os irlandeses são os únicos europeus que têm permissão para votar a participação no tratado. Rejeição pode fazer investidores questionarem novamente o futuro da zona do euro
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247 - Toda a Europa está voltada para a Irlanda enquanto este país se prepara para votar nesta quinta-feira (31) em um referendo sobre o impopular pacto fiscal para uma maior disciplina orçamentária. Se os irlandeses rejeitarem o novo tratado, isso não será apenas uma grande derrota para a sua principal defensora, Angela Merkel. Tal rejeição poderá também disseminar o pânico pelos mercados financeiros. As informações são do jornal Der Spielger.
Embora referendos passados na Irlanda sobre questões relativas à União Europeia tenham se revelado problemáticos, desta vez as coisas deverão transcorrer tranquilamente. Quando os irlandeses forem às urnas para votarem sobre o tratado do “pacto fiscal” da União Europeia, espera-se que eles o aprovem sem problemas. As pesquisas de opinião preveem que cerca de 60% dos eleitores votarão favoravelmente ao tratado polêmico, que faz com que todos os membros ratificadores da união se comprometam com a responsabilidade fiscal.
Mas, por mais certa que possa parecer essa maioria dos votos, a chanceler alemã, Angela Merkel, sem dúvida acompanhará com ansiedade a atividade transcorrida em Dublin na quinta-feira. Em ocasiões anteriores, os irlandeses revelaram-se imprevisíveis e avessos a obedecer a tudo aquilo que foi mandado fazer. Se eles rejeitarem o pacto fiscal de Merkel, isso representará mais uma derrota para a chanceler alemã, após a eleição do socialista François Hollande na França.
Embora o pacto fiscal possa ser implementado sem a aprovação irlandesa – é necessária apenas a ratificação de 12 dos 17 países da zona do euro –, uma votação irlandesa contrária ao acordo teria um valor simbólico bastante alto. Afinal de contas, os irlandeses são os únicos europeus que estão tendo permissão para votar sobre o tratado. Além disso, tal fato faria com que os investidores envolvidos com os mercados financeiros questionassem novamente o futuro da zona do euro.
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