Irã rejeita declarações de governos ocidentais sobre seu programa nuclear
O Irã rejeitou nesta segunda-feira (1º) as recentes declarações do Ocidente no G20 sobre seu programa nuclear e condenou a política de "pressão máxima" dos Estados Unidos
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247 - O Irã rejeitou nesta segunda-feira (1º) as recentes declarações do Ocidente no G20 sobre seu programa nuclear e condenou a política de "pressão máxima" dos Estados Unidos, acusando Washington de querer fragilizar a República Islâmica antes de um eventual retorno das negociações.
França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos reafirmaram durante o G20, realizado no fim de semana em Roma sua "determinação de fazer todo o possível para que o Irã não possa nunca fabricar ou comprar uma arma nuclear".
A diplomacia iraniana rejeitou essas acusações: "A produção de urânio metal e de urânio altamente enriquecido está destinada a usos pacíficos e civis", reagiu o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh.
"Deve-se notar que as posições (dos ocidentais) não correspondem à realidade e não darão resultados construtivos", acrescentou à imprensa.
O Irã havia afirmado este ano que iniciou a busca por urânio metal para alimentar em combustível um reator nuclear de pesquisa, um tema sensível já que este material pode ser usado na fabricação de armas nucleares.
O Irã fechou em 2015 um acordo histórico com cinco potências: China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha, que permitiu relaxar as sanções internacionais contra Teerã em troca de limitar drasticamente seu programa nuclear, assim como fornecer garantias de que não buscava desenvolver a bomba atômica.
Mas os Estados Unidos se retiraram do pacto unilateralmente em 2018 e restabeleceram as sanções contra o Irã que, em resposta, começou a violar seus compromissos. Desde junho deste ano, as negociações para retomar o acordo estão paralisadas, informa o UOL.
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