Irã processará 127 pessoas, de 9 países, por envolvimento no assassinato do general Soleimani
O porta-voz da Justiça iraniana, Zabihollah Khodayian, disse que o país enviou 11 cartas a nove países exigindo medidas contra os 127 indiciados.
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Sputnik - O Irã anunciou que 127 suspeitos estão na lista do Judiciário do país para serem processados por envolvimento e cooperação no assassinato de Qassem Soleimani.
Após o presidente iraniano Ebrahim Raisi afirmar na tarde de ontem (4) que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, deve ser julgado pelo assassinato de general Soleimani, o Judiciário do Irã decidiu agir.
Em um comunicado nesta quarta-feira (5), o porta-voz da Justiça iraniana, Zabihollah Khodayian, disse que o país enviou 11 cartas a nove países exigindo medidas contra os 127 indiciados. As informações são do Iranian Fars.
Irã insiste que o assassinato do general Soleimani seja visto de forma mais séria em âmbito internacional.
Até o momento, o procurador-chefe civil do Irã indiciou dezenas de indivíduos em conexão com o assassinato.
Entre eles o ex-presidente Trump, o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, o general Kenneth McKenzie Jr., e os ex-secretários de Estado e Defesa dos Estados Unidos, Mike Pompeo e Mark Esper.
Ele também disse que o Irã e o Iraque assinaram um memorando de entendimento a esse respeito, acrescentando que dois vizinhos formaram grupos de trabalho.
Os países, em uma declaração conjunta no mês passado, sublinharam sua determinação em identificar, processar e punir os culpados pelo assassinato do general Soleimani.
Ambas nações enfatizaram que os assassinatos foram uma "violação das regras do direito internacional, incluindo as convenções internacionais relevantes sobre a luta contra o terrorismo".
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