Irã e Rússia se mostram otimistas com progresso de conversas nucleares em Viena

Para negociador russo, há um "progresso inquestionável"

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, fala a jornalistas em Beirute
07/10/2021
REUTERS/Aziz Taher
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, fala a jornalistas em Beirute 07/10/2021 REUTERS/Aziz Taher (Foto: AZIZ TAHER)


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DUBAI (Reuters) - O Irã e a Rússia se mostraram otimistas nesta terça-feira com as conversas que buscam salvar o acordo nuclear iraniano de 2015, com o Irã dizendo que um pacto é possível se outras partes demonstrarem "boa fé" e um negociador russo relatando um "progresso inquestionável".

O Irã e os Estados Unidos retomaram conversas indiretas em Viena na segunda-feira. O governo iraniano se concentrou em um aspecto do trato original, a suspensão de sanções contra seu país, apesar do que críticos veem como um progresso tímido na contenção de suas atividades atômicas.

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"As conversas em Viena estão seguindo uma boa direção... acreditamos que, se outras partes continuarem a rodada de conversas que começou agora com boa fé, é possível chegar a um bom acordo para todas as partes", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amirabdollahian, aos repórteres em Teerã. 

"Se eles mostrarem seriedade, além de boa fé, chegar a um acordo em breve e no futuro próximo é concebível", opinou Amirabdollahian em um vídeo de seus comentários exibido pela mídia estatal. 

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O enviado russo, Mikhail Ulyanov, escreveu no Twitter: "Observamos um progresso inquestionável... a suspensão de sanções está sendo debatida ativamente em arranjos informais" de um grupo de trabalho presente nas negociações.

A sétima rodada de conversas terminou 11 dias atrás depois de acrescentar algumas novas exigências do Irã a um texto-base.

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Potências ocidentais disseram que as conversas renderam pouco progresso discernível desde que foram retomadas pela primeira vez após a eleição do presidente iraniano linha-dura Ebrahim Raisi em junho. Elas também disseram que os negociadores têm "semanas, não meses" antes de o acordo de 2015 perder a razão de ser.

Pouco restou do acordo, que suspendeu sanções contra o Irã em troca de restrições às suas atividades atômicas. O então presidente norte-americano Donald Trump retirou seu país do pacto em 2018, reativando sanções, e mais tarde o Irã violou muitas das restrições do acordo nuclear e continuou avançando muito além delas.

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O Irã se recusa a se encontrar diretamente com autoridades dos EUA, o que significa que as outras partes do acordo --Rússia, China, França, Reino Unido, Alemanha e União Europeia-- têm que mediar as conversas entre os dois lados.

Os EUA expressaram diversas vezes sua frustração com esse formato, dizendo que ele atrasa o processo, e autoridades ocidentais ainda suspeitam que o Irã está simplesmente ganhando tempo.

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Separadamente, a mídia iraniana noticiou nesta terça-feira que Raisi está planejando visitar a Rússia no começo de 2022 a convite do presidente Vladimir Putin.

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