Irã diz que não voltará mais a Viena para negociar, apenas para 'finalizar acordo' nuclear
Entre os principais pontos de discórdia está a exigência de Teerã de remover da lista de terroristas dos EUA o Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Sputnik Brasil - O Irã culpa os Estados Unidos pela suspensão de negociações nucleares em Viena, uma vez que Washington não envia uma resposta "definitiva" sobre seus pedidos. Um deles é a remoção do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) da lista de grupos terroristas.
Nesta segunda-feira (4), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, acusou os EUA de serem os únicos responsáveis pelo fracasso em retomar as negociações em Viena para a volta ativa do acordo nuclear iraniano, paralisado desde 11 de setembro.
"Os EUA estão tentando manter as questões restantes [das negociações de Viena] subordinadas aos seus assuntos internos", disse o porta-voz em entrevista coletiva na segunda-feira, citado pela agência Tasnim.
Ao mesmo tempo, Khatibzadeh sinalizou que a equipe iraniana só voltará à capital austríaca se o acordo for formalizado, e não mais para negociações, relatou o The Times of Israel.
"Não iremos a Viena para novas negociações, mas para finalizar o acordo nuclear. No momento, ainda não temos uma resposta definitiva de Washington. Se os EUA responderem às questões pendentes, podemos ir o mais rápido possível", afirmou o diplomata.
De acordo com o jornal israelense, as delegações iranianas e norte-americanas não se comunicam diretamente em Viena -- as mensagens são passadas por outros participantes e pela União Europeia, coordenadora dos diálogos.
Entre os principais pontos de discórdia está a exigência de Teerã de remover da lista de terroristas dos EUA o IRGC, o braço ideológico das Forças Armadas iranianas.
Em meados de março, Tel Aviv, através de um comunicado conjunto do primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, e do ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, pediu que Washington não faça a remoção da lista, uma vez que o IRGC "já matou milhares de pessoas, incluindo norte-americanos".
Israel também acrescentou que Washington não pode aceitar essa troca a favor de "em troca de promessas vazias de terroristas", conforme noticiado.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247