Irã diz que fracasso nuclear seria desastre

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammed Javad Zarif, teve uma rara reunião com seu equivalente dos Estados Unidos e disse que seria um "desastre" se Teerã não transformasse o acordo provisório para resolver uma disputa que já dura uma década sobre o seu programa nuclear em um acordo permanente

Iran's Foreign Minister Mohammad Javad Zarif attends the annual Munich Security Conference February 2, 2014. REUTERS/Lukas Barth (GERMANY - Tags: POLITICS)
Iran's Foreign Minister Mohammad Javad Zarif attends the annual Munich Security Conference February 2, 2014. REUTERS/Lukas Barth (GERMANY - Tags: POLITICS) (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Adrian Croft e Alexandra Hudson

MUNIQUE, 2 Fev (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores do Irã teve uma rara reunião com seu equivalente dos Estados Unidos e disse que seria um "desastre" se Teerã não transformasse o acordo provisório para resolver uma disputa que já dura uma década sobre o seu programa nuclear em um acordo permanente.

Em um sinal de descongelamento das relações entre a República Islâmica e o Ocidente, o iraniano Mohammed Javad Zarif disse que conversou com o secretário de Estado norte-americano John Kerry e com ministros das seis potências que negociam com Teerã, durante uma conferência de segurança de três dias em Munique.

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Essas conversas vão ter sequência em Viena, a partir de 18 de fevereiro, quando o Irã e as seis potências vão tentar, em um período de seis meses, construir um acordo provisório sobre as atividades nucleares de Teerã para chegar a um entendimento permanente.

"O que posso prometer é que vamos encarar essas negociações com vontade política e boa fé para chegar a um acordo porque seria muito tolo da nossa parte barganhar por apenas seis meses", disse Zarif em uma entrevista coletiva após sua reunião com Kerry.

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"Seria um desastre para todos começar um processo e encerrá-lo abruptamente em seis meses", completou.

Zarif afirmou que o Irã e o Ocidente têm uma oportunidade histórica de melhorar suas relações. "Eu acho que precisamos aproveitá-la", disse.

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O Irã insiste que o seu programa nuclear é completamente pacífico, mas os países ocidentais suspeitam há muito tempo que Teerã está tentando adquirir habilidade de desenvolver armas nucleares.

Em um acordo preliminar em novembro, envolvendo Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha, o Irã concordou em suspender partes mais sensíveis das suas operações nucleares em troca de alívios nas sanções internacionais que são impostas a ele.

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O acordo diminuiu o risco de Israel ou os Estados Unidos lançarem um ataque militar contra as instalações nucleares iranianas para evitar que Teerã consiga uma bomba nuclear.

SANÇÕES

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Kerry sublinhou para Zarif a importância de os dois lados negociarem com boa fé e de o Irã cumprir o que prometeu no acordo de novembro, disse um representante do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e a União Europeia suspenderam algumas sanções sobre o Irã por causa do acordo provisório, mas Kerry disse para Zarif que os Estados Unidos vão continuar a fazer valer outras sanções.

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Kerry e Zarif reuniram-se várias vezes desde a eleição do presidente iraniano Hassan Rouhani, relativamente moderado, em junho do ano passado, que pavimentou o descongelamento das relações com o Ocidente após anos de conflitos e retóricas hostis.

Zarif disse que o Irã estava preparado para tratar de questões importantes nas negociações nucleares, mas disse que ainda falta um pouco de confiança nos dois lados, inclusive entre iranianos a respeito das intenções do ocidente.

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Zarif falou para a Reuters em uma entrevista no último sábado, no entanto, que o Irã não estava preparado para abdicar das pesquisas que realiza com centrífugas para purificar urânio em um eventual acordo nuclear permanente.

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