Irã condena repressão aos protestos na França e pede respeito aos direitos humanos

A agressão policial nas ruas da França não será motivo para sancionar o país

O chanceler iraniano, Hossein Amirabdollahian
O chanceler iraniano, Hossein Amirabdollahian (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)


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247 - O ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a repressão às manifestações na França contra a reforma da previdência, em uma alfinetada a Paris após o apoio Ocidental aos protestos feministas que atingiram o país persa no ano passado. 

O chanceler iraniano, Hossein Amirabdollahian, usou suas redes sociais para divulgar o posicionamento do MRE. "Condenamos veementemente a repressão às manifestações pacíficas do povo francês. Apelamos ao governo francês para que respeite os direitos humanos e se abstenha de usar a força contra o povo de seu país que persegue pacificamente suas reivindicações", escreveu ele no Twitter, em uma postagem que foi retuitada pela conta oficial da pasta.

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A repressão aos protestos já prendeu mais de 450 pessoas. Confrontos entre manifestantes e forças policiais se tornaram comuns em toda a França à medida que o governo de Emmanuel Macron forçou a aprovação da reforma impopular

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A agressão policial nesse caso, no entanto, não será motivo para sancionar a França. Quando se trata de protestos no Irã, a reação é diferente. Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a União Europeia impuseram várias rodadas de sanções ao país por sua resposta às manifestações do ano passado. 

A conta do MRE iraniano também compartilhou postagens do porta-voz da pasta, Nasser Kanaani. "Cenas de violência na França levantam questões entre a opinião pública e as mulheres francesas sobre onde estão as ministras feministas da Europa, Canadá e Austrália. Por que nenhum esforço coletivo para apoiar os direitos das manifestantes francesas?!", diz o oficial em uma das postagens de vídeo. 

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