Irã cobra posicionamento da ONU sobre sanções impostas pelos EUA
O Irã pediu na segunda-feira (5) para que as Nações Unidas e os países que a integram deem uma "resposta coletiva" às novas sanções impostas pelos Estados Unidos, que entraram em vigor hoje
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247, com EFE - O Irã pediu na segunda-feira (5) para que as Nações Unidas e os países que a integram deem uma "resposta coletiva" às novas sanções impostas pelos Estados Unidos, que entraram em vigor hoje.
"Esta conduta irresponsável dos EUA requer uma resposta coletiva da comunidade internacional para defender o Estado de direito, impedir que enfraqueça a diplomacia e proteger o multilateralismo", afirmou o embaixador iraniano na ONU, Gholamali Khoshroo, em carta ao secretário-geral, António Guterres.
A carta, divulgada pela delegação do Irã, defende que a ONU e seus Estados-membros devem "resistir" às sanções e fazer com que os EUA prestem contas.
Khoshroo lembrou que o acordo nuclear assinado em 2015 foi consagrado com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU e afirmou que as medidas impostas por Washington "violam flagrantemente" esse documento.
O embaixador iraniano argumenta que são "sanções ilegais" e que vão contra a carta de fundação das Nações Unidas, especialmente pela aplicação extraterritorial.
Segundo o Irã, as medidas representam uma "discriminação contra civis com base no seu país de residência ou nacionalidade" e atacam o livre-comércio internacional.
As novas sanções americanas penalizam a venda de petróleo iraniano, as transações financeiras com o Banco Central e o setor portuário do país, em uma tentativa de aumentar a pressão econômica sobre Teerã, após a decisão do governo de Donald Trump de abandonar o acordo nuclear de 2015.
O governo dos Estados Unidos sancionou na segunda-feira 700 indivíduos, empresas e entidades do Irã, entre elas a Organização da Energia Atômica da República Islâmica, mas anunciou que oito países - China, Índia, Itália, Grécia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia - estarão isentos dessas restrições.
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