Irã afirma que não vai recuar em suas 'linhas vermelhas' para fechar negociações do acordo nuclear

Enquanto a República Islâmica adere à política de "linhas vermelhas", países como França e EUA dizem que o tempo está se esgotando

Ebrahim Raisi, presidente do Irã
Ebrahim Raisi, presidente do Irã (Foto: Prensa Latina)


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Sputinik - De acordo com o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, Teerã não vai recuar em suas linhas vermelhas nas negociações para volta ao acordo nuclear com as principais potências.

"O governo busca negociações nucleares em total conformidade com os princípios e a estrutura estabelecidos pelo líder supremo [aiatolá Ali Khamenei]. Ele não recuou e não vai recuar em nenhuma dessas linhas vermelhas", disse Raisi segundo a agência Reuters.

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De acordo com a mídia, o principal negociador do Irã em Viena, Ali Bagheri Kani, retornou inesperadamente a Teerã na segunda-feira (7) para consultas, no entanto, ele deve voltar à capital austríaca na quarta-feira (9).

Contudo, o coordenador das negociações, Enrique Mora da União Europeia, disse na segunda-feira (7) que as decisões políticas necessárias para concluir as negociações com sucesso devem ser tomadas nos próximos dias.

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Após 11 meses, Teerã e os países que fazem parte do acordo nuclear conhecido como Plano de Ação Conjunta Global (JCPOA, na sigla em inglês), ainda não chegaram a um consenso final sobre as condições entre Irã e Estados Unidos para o retorno ao pacto.

Do lado ocidental, EUA e França ecoaram a urgência para que as negociações saiam da mesa e se tornem certificadas no papel.

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"Há pouco tempo restante para que uma diplomacia firme nos coloque no caminho coletivo para um retorno mútuo à plena implementação do acordo", disse um comunicado dos EUA ao Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (IAEA, na sigla em inglês).

Em Paris, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês, Anne-Claire Legendre, declarou que "estamos preocupados com os riscos de que novos atrasos possam pesar na possibilidade de conclusão", segundo a mídia.

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A agência relata que diplomatas acreditam que várias diferenças ainda precisam ser superadas nas negociações, que também foram atingidas por uma exigência de última hora da Rússia por uma garantia dos Estados Unidos de que o comércio, o investimento e a cooperação técnico-militar russos com o Irã não seriam prejudicados por sanções aplicadas devido à operação militar especial russa na Ucrânia.

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