Intervenção na Síria é último recurso, diz novo chanceler brasileiro
Luiz Alberto Figueiredo Machado diz que decisão deve ser aprovada na ONU. Segundo ele, o governo brasileiro espera as investigações feitas nesta semana sobre o uso de arma química no país para se posicionar mais claramente sobre uma intervenção armada
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Opera Mundi - O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou nesta quarta-feira (28/08) que a intervenção militar na Síria deve ser apenas o último recurso. No dia em que assumiu a pasta, Figueiredo Machado argumentou que uma decisão tomada fora do Conselho de Segurança das Nações Unidas caracterizaria violação do direito internacional.
“Sabe-se que há fortes indícios de uso de armas químicas na Síria. Isso é intolerável”, disse Figueiredo, referindo-se aos ataques ocorridos há uma semana nos arredores de Damasco, capital da Síria, que mataram cerca de 750 pessoas, principalmente crianças e adolescentes.
“É o último recurso. A decisão deve ser autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas", afirmou, antes de completar que o governo brasileiro espera as investigações feitas nesta semana na Síria para se posicionar mais claramente sobre uma intervenção armada.
O agravamento dos confrontos na Síria levou os governos do Reino Unido e da França defenderam a intervenção armada com o apoio dos Estados Unidos. O Conselho de Segurança analisa uma resolução, apresentada pelos britânicos, condenando o uso de armas químicas na Síria e sugerindo a intervenção.
A crise na Síria foi deflagrada em março de 2011, em meio a disputas pelo poder entre o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, e a oposição. Mais de 100 mil pessoas morreram nos conflitos armados e há denúncias de violação de direitos humanos. No último dia 21, organizações não governamentais divulgaram que forças do governo usaram armas químicas contra civis.
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