Instituto americano diz que EUA estão isolados e precisam de aliados para confrontar China

Estratégia dos EUA de impor sanções à União Europeia, Japão e Coréia do Sul enfraquece a sua posição em confronto com a China e aumenta o isolamento da potência americana no século XXI, diz relatório

(Foto: REUTERS/Yuri Gripas)


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Relatório publicado pela fundação norte-americana sem fins lucrativos, National Bureau of Asian Research, recomenda uma nova estratégia para os EUA em seu confronto com a China, que prevê engajamento com aliados e investimento em ciência em tecnologia.

"Nenhuma dessas coisas serão facilmente acatadas, especialmente por esta administração", disse o coautor do relatório, Charles Boustany, referindo-se ao governo Donald Trump.

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O relatório defende um "cessar-fogo"  de 16 meses na guerra comercial, cujos custos foram repassados à indústria e ao consumidor norte-americano. As contra-tarifas chinesas, por sua vez, prejudicam significativamente o setor agrícola do país.

"O Congresso está implorando por uma alternativa às tarifas. Elas não parecem ser uma estratégia coerente ou abrangente", disse Boustany à Reuters.

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O relatório recomenda o aumento com despesas militares, a fim de reduzir a vulnerabilidade norte-americana à espionagem e sabotagem empreendidas pela China.

Tarifas contra aliados 

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A administração Donald Trump também impôs –ou ameaçou impor- , tarifas contra aliados dos Estados Unidos, como a União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul.

"Não faz o mínimo sentido. A magnitude do desafio imposto pela China é muito mais significativa do que qualquer demanda que podemos ter em relação ao comércio com a UE, Japão ou Coreia do Sul", argumentou Bustany.  

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Em outubro de 2019, os EUA impuseram cerca de US$ 7 bilhões em tarifas contra produtos franceses, prejudicando principalmente a montadora de aviões Airbus e a indústria de vinhos do país.

A administração Trump também ameaça a imposição de sanções conra a Alemanha, caso esta aumente seu consumo de gás natural russo, concluindo a obra do gasoduto Nord Stream-2.  

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O relatório alga que é necessário melhorar a coordenação com os aliados, inclusive para dissipar a opinião, bastante difundida na UE, de que os EUA estariam engajados no confronto com a China somente para garantir a predominância das empresas norte-americanas no mercado chinês.  

Os autores também demonstraram preocupação com o aumento da influência chinesa no mundo subdesenvolvido, principalmente através de grandes projetos de infraestrutura chineses, como o da Nova Rota da Seda.   

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