Indígenas querem que União Europeia desista de acordo comercial com Mercosul
O acordo comercial da União Europeia com o Mercosul está sendo posto em causa por lideranças indígenas brasileiras, que pressionam o bloco para não ratificá-lo. Os indígenas denunciam o governo de Bolsonaro por não tomar medidas para proteger o meio ambiente e as comunidades nativas
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247 - Lideranças indígenas brasileiras pressionam a UE a interromper o processo de ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e a Europa, até que o governo de Jair Bolsonaro não se comprometa a proteger os povos tradicionais e o meio ambiente, informa o jornalista Jamil Chade em seu blog.
Nesta segunda-feira (3), os indígenas estiveram em Bruxelas, em reuniões com a Comissão Europeia. Eles ainda estarão nos próximos dias com eurodeputados, apresentando dados sobre a presidência de Bolsonaro.
O acordo comercial entre os dois blocos foi fechado em julho, depois de 20 anos de negociações. Mas precisa ainda passar pela aprovação de todos os parlamentos europeus e do Cone Sul, num processo que pode levar de dois a três anos.
Nos últimos meses, diante das polêmicas sobre a política ambiental de Bolsonaro, diversos políticos europeus acenaram com a possibilidade de frear essa ratificação. Os gestos políticos, porém, foram alvo de um intenso lobby industrial europeu que pressiona Bruxelas a não desistir do tratado que abriria um mercado promissor para as exportações europeias.
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