Indígenas equatorianos mantêm greve e dizem que continuarão diálogo com instituições nacionais
A vice-presidente da Conaie, Zenaida Yasakama, afirmou que o diálogo deve ser público e de conhecimento da população
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247 - A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) concluiu nesta segunda-feira (27) sem avanços a primeira reunião com representantes do governo, com o compromisso de retomar o diálogo nesta terça-feira, embora a greve nacional por tempo indeterminado continue.
O primeiro diálogo entre a Conaie e os delegados dos cinco poderes equatorianos (Executivo, Legislativo, Eleitoral, Judiciário e Cidadão) terminou às 22h00 locais.
“Às 22:00 as questões substanciais não estavam resolvidas. Aguardamos os critérios para que nós, como lideranças, possamos chegar a um acordo”, disse o presidente da Conaie, Leônidas Iza.
O presidente da Assembleia Nacional, Virgílio Saquicela, confirmou que esta terça-feira os partidos voltam a reunir-se a partir das 09h00 locais.
A vice-presidente da Conaie, Zenaida Yasakama, afirmou por sua vez que o diálogo “deve ser público e os cidadãos devem saber. Não queremos fazer nada pelas costas do nosso povo."
No marco do primeiro dia de conversações, Iza solicitou a destituição e troca do ministro do Interior, Patricio Carrillo.
O Ministro de Governo, Francisco Jiménez, que veio à mesa em nome do presidente equatoriano, Guillermo Lasso, propôs algumas reformas, mas disse que não cederá a extremos ou pressões. “Estamos dando-lhes resultados. Este não é um diálogo em vão."
A Conaie já realizou duas semanas de protestos exigindo uma lista de reivindicações de 10 pontos relacionados à redução do preço do combustível, alívio econômico, emprego, educação, direitos trabalhistas, proteção dos territórios contra a grande mineração e eliminação da privatização de empresas estatais , entre outras necessidades coletivas, informa a Telesul.
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