Incêndio em matadouro de aves na China mata 119
Mais de 300 trabalhadores estavam no local no momento do incêndio, que começou pouco depois do amanhecer perto de Dehui, na província de Jilin. Segundo a agência de notícias Xinhua, funcionários relataram ter ouvido uma forte explosão e depois visto uma fumaça preta
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PEQUIM, 3 Jun (Reuters) - Um incêndio em um matadouro de aves que estava trancado matou pelo menos 119 pessoas no nordeste da China nesta segunda-feira e várias outras estavam desaparecidas, informaram autoridades e a imprensa estatal, provocando revolta nas redes sociais em um país com um histórico ruim de segurança contra incêndios.
O incêndio começou pouco depois do amanhecer perto de Dehui, na província de Jilin. O governo provincial informou que enviou mais de 500 bombeiros e mais de 270 médicos e enfermeiras para o local, além de ter retirado 3 mil pessoas que moram nos arredores do matadouro como precaução.
Mais de 300 trabalhadores estavam no local no momento do incêndio. De acordo com a agência de notícias Xinhua, funcionários relataram ter ouvido uma forte explosão e depois visto uma fumaça preta.
"Mais de 100 trabalhadores conseguiram escapar da unidade, cujo portão estava trancado quando o incêndio começou", disse a Xinhua.
"A complicada estrutura interior da casa pré-fabricada na qual o incêndio começou, e as saídas estreitas acrescentaram dificuldades aos trabalhos de resgate."
O número exato de pessoas desaparecidas é incerto, assim como a causa do incêndio, disse a Xinhua. O governo de Jilin disse que 54 pessoas estavam feridas e foram levadas às pressas para o hospital.
A população recorreu às redes sociais para expressar sua revolta.
"Esse lugar nunca foi inspecionado regularmente pelas autoridades de combate a incêndios?", escreveu um usuário do Sina Weibo, popular serviço de microblogs do país, similar ao Twitter.
"Autoridades de primeiro escalão têm de ser demitidas por causa disso", escreveu outro.
Segundo a Xinhua, parentes das vítimas se reuniram do lado de fora do matadouro para "exigir que o governo investigue e anuncie a causa do acidente o mais rápido possível".
(Reportagem de Ben Blanchard)
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