"Impossível pôr os pés na rua com tantos tiros", diz embaixador brasileiro na Síria
Por uma determinação direta da presidente Dilma Rousseff, diplomatas deixaram Damasco e passaram a trabalhar na capital do vizinho Líbano
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247 com agência Brasil (BBC) - Por uma determinação direta da presidente Dilma Rousseff, o corpo diplomático brasileiro na Síria passaram a trabalhar desde hoje na capital do vizinho Líbano, devido à rápida deterioração da segurança.
O embaixador do Brasil em Damasco, Edgard Casciano, disse que a violência na capital síria chegou a um ponto em que funcionários da embaixada brasileira foram orientados ontem (19) a não ir trabalhar. Por telefone, ele falou à BBC Brasil sobre o clima na cidade com os ataques rebeldes e os confrontos entre tropas do governo e opositores.
De sua residência em Damasco, Casciano disse que desde quarta (18) a capital vive seus dias mais violentos, com intensos tiroteios que deixaram as ruas completamente desertas. "O perigo é real. É impossível pôr os pés na rua. É uma situação extremamente problemática", disse o embaixador.
Ele contou que os tiroteios e as explosões eram tão intensos na noite de ontem que não conseguiu dormir. "Helicópteros sobrevoavam constantemente e dava para ouvir muitas explosões que, pela intensidade, eram consequência de armas pesadas".
Há quatro anos em Damasco, Casciano disse que a situação na capital é muito tensa e já não há garantias de segurança para as embaixadas estrangeiras no bairro. "Até cogitamos que o governo brasileiro enviasse agentes de segurança para proteger a embaixada. Mas com o aeroporto fechado, a ideia foi deixada de lado".
O embaixador também falou que os combates respingaram em seu bairro, com balas perdidas atingindo a vizinhança e até a sua casa. "Uns dias atrás, eu achei balas de rifles Ak-47 em meu jardim. Ninguém está seguro na cidade", declarou.
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