Impasse no caso Assange
Por meio do chanceler William Hague, Inglaterra reconhece que não invadirá embaixada do Equador, mas Assange não poderá sair de lá
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LONDRES (Reuters) - A Grã-Bretanha não vai permitir a saída do fundador do WikiLeaks com segurança do país e está determinada a extraditá-lo para a Suécia, disse nesta quinta-feira o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague.
A decisão do Equador de conceder asilo político a Assange não deveria ser usada como um meio de ele escapar de um processo legal, acrescentou Hague.
Assange é acusado de abuso sexual na Suécia.
"Nós não vamos dar salvo conduto ao sr. Assange para sair do Reino Unido, nem existe uma base legal para que façamos isso", afirmou Hague em entrevista à imprensa em Londres. "O Reino Unido não reconhece o princípio de asilo diplomático."
A situação poderá se prolongar por um tempo considerável e não existe nenhuma ameaça de invadir a embaixada equatoriana em Londres, onde Assange está escondido, disse Hague.
O Equador concedeu asilo a Assange nesta quinta-feira, segundo informou o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, um dia depois de o governo britânico ameaçar invadir a embaixada do país sul-americano em Londres para prendê-lo.
(Reportagem de Mohammed Abbas)
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