Hungria autoriza exército a disparar contra migrantes

Parlamento húngaro aprovou nesta segunda-feria, 21, nova legislação, reforçando os poderes da polícia e do exército em relação aos migrantes; texto confirma a possibilidade de destacar militares para as fronteiras e autoriza em determinadas condições que o exército e a polícia disparem contra os migrantes, desde que os tiros não sejam mortais, como as balas de borracha; disposições aplicam-se nas zonas onde foi declarado o "estado de crise devido a uma imigração em massa", nas regiões de fronteira com a Sérvia, Croácia, Eslovênia e Áustria

Parlamento húngaro aprovou nesta segunda-feria, 21, nova legislação, reforçando os poderes da polícia e do exército em relação aos migrantes; texto confirma a possibilidade de destacar militares para as fronteiras e autoriza em determinadas condições que o exército e a polícia disparem contra os migrantes, desde que os tiros não sejam mortais, como as balas de borracha; disposições aplicam-se nas zonas onde foi declarado o "estado de crise devido a uma imigração em massa", nas regiões de fronteira com a Sérvia, Croácia, Eslovênia e Áustria
Parlamento húngaro aprovou nesta segunda-feria, 21, nova legislação, reforçando os poderes da polícia e do exército em relação aos migrantes; texto confirma a possibilidade de destacar militares para as fronteiras e autoriza em determinadas condições que o exército e a polícia disparem contra os migrantes, desde que os tiros não sejam mortais, como as balas de borracha; disposições aplicam-se nas zonas onde foi declarado o "estado de crise devido a uma imigração em massa", nas regiões de fronteira com a Sérvia, Croácia, Eslovênia e Áustria (Foto: Aquiles Lins)


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Da Agência Lusa - O parlamento húngaro aprovou hoje uma nova legislação, reforçando os poderes da polícia e do exército em relação aos migrantes. Em determinadas circunstâncias, o exército poderá disparar contra os refugiados.

Apresentada pelo primeiro-ministro, Viktor Orban, a nova legislação, que precisava de uma maioria de dois terços, foi aprovada por 151 votos contra 12 e contou com 27 abstenções.

O texto confirma a possibilidade de destacar militares para as fronteiras e autoriza em determinadas condições que o exército e a polícia disparem contra os migrantes, desde que os tiros não sejam mortais, como as balas de borracha.

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O exército é igualmente autorizado a fazer controle de identidade e a deter migrantes.

O dispositivo, que completa uma legislação anti-migrantes, que entrou em vigor a 15 de setembro, permite que a polícia faça buscas em qualquer residência privada, onde suspeite que se encontrem refugiados.

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As disposições aplicam-se nas zonas onde foi declarado o "estado de crise devido a uma imigração em massa", uma medida estabelecida em seis departamentos limítrofes da Sérvia, Croácia, Eslovênia e Áustria.

Em discurso no parlamento antes da aprovação da lei, Orban considerou que a Europa foi inundada por migrantes, um perigo, segundo ele, para o continente e o seu modo de vida.

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"As nossas fronteiras estão em risco. A Hungria e toda a Europa estão em perigo", sublinhou Orban, a dois dias de uma reunião de autoridades europeias visando a encontrar uma solução comum para a crise migratória.

"Não podemos deixar entrar os que nos sobrecarregam", afirmou.

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Desde o início do ano passaram pela Hungria 225.000 migrantes.

Budapeste levantou uma cerca de arame farpado nos 175 quilômetros de sua fronteira com a Sérvia e começou a fazer o mesmo em segmentos das suas fronteiras com a Romênia e a Croácia.

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Milhares de migrantes entraram no país durante o fim de semana, sobretudo a partir da Croácia, tendo sido conduzidos à fronteira austríaca pelas autoridades húngaras.

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