Human Rights Watch critica decisão da ONU na Síria

“Essa resolução não consegue garantir a justiça pelo envenenamento por gás tóxico de centenas de crianças e por muitos outros crimes graves”, disse o representante da organização não governamental, Philippe Bolopion

“Essa resolução não consegue garantir a justiça pelo envenenamento por gás tóxico de centenas de crianças e por muitos outros crimes graves”, disse o representante da organização não governamental, Philippe Bolopion
“Essa resolução não consegue garantir a justiça pelo envenenamento por gás tóxico de centenas de crianças e por muitos outros crimes graves”, disse o representante da organização não governamental, Philippe Bolopion (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Lusa

Beirute – A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) criticou hoje (28) a resolução aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) que prevê a destruição do arsenal de armas químicas sírio, afirmando que o texto não faz justiça às vítimas do conflito.

“Essa resolução não consegue garantir a justiça pelo envenenamento por gás tóxico de centenas de crianças e por muitos outros crimes graves”, disse o representante da organização não governamental, Philippe Bolopion.

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Ele reiterou o pedido, feito várias vezes pela HRW, de envolver o Tribunal Penal Internacional na situação da Síria e adotar sanções específicas contra os responsáveis pelas mortes em massa”.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, nessa sexta-feira (27), uma resolução histórica sobre a destruição do arsenal de armas químicas da Síria. Foi a primeira adotada pelo conselho desde o início do conflito no território sírio, em março de 2011.

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Os 15 membros do órgão máximo da ONU aprovaram por unanimidade a resolução, acertada entre os Estados Unidos e a Rússia.

Para Philippe Bolopion, o Conselho de Segurança da ONU limitou-se a expressar “a profunda convicção de que os responsáveis pelo uso de armas químicas na Síria devem ser responsabilizados”, posição que, na sua opinião, não resolve os problemas mais profundos do conflito.

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“Os esforços para destruir o arsenal químico sírio são essenciais, mas não resolvem o problema das armas convencionais que provocaram a morte da grande maioria de cerca de 100 mil pessoas”, concluiu o representante.

A organização denuncia o uso de minas antipessoais, armas incendiárias ou de armas de baixo calibre.

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O conflito na Síria, que dura mais de dois anos e meio, já fez mais de 110 mil mortos, 2 milhões de refugiados e 4 milhões de deslocados, segundo dados da ONU.

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