Hospitais de Nova York estão a 10 dias de entrar em crise, diz prefeito

Bill de Blasio, cuja cidade tem mais de um terço dos casos de coronavírus dos EUA, pediu que as Forças Armadas se mobilizem para ajudar a impedir que o sistema de saúde fique sobrecarregado

(Foto: Lucas Jackson - Reuters)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Por Jonnelle Marte e Barbara Goldberg

NOVA YORK (Reuters) - O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, cuja cidade tem mais de um terço dos casos de coronavírus dos Estados Unidos, descreveu neste domingo o surto como a maior crise nacional desde a Grande Depressão, e pediu que as Forças Armadas dos EUA se mobilizem para ajudar a impedir que o sistema de saúde fique sobrecarregado.

continua após o anúncio

“Se não conseguirmos mais respiradores nos próximos 10 dias, pessoas que não devem morrer acabarão morrendo”, disse De Blasio, à medida que a cidade mais populosa do país viu os casos chegarem a 8.000 e as mortes a 60. Os casos em todo o país totalizam mais de 25.000, com pelo menos 340 mortos, de acordo com uma contagem da Reuters.

“Esta será a maior crise nacional desde a Grande Depressão”, disse ele à CNN, referindo-se à crise econômica da década de 1930. “É por isso que precisamos de uma mobilização em larga escala das Forças Armadas americanas”.

continua após o anúncio

O prefeito alertou que o pior ainda está por vir, com abril sendo pior que março, e maio talvez ainda mais tenebroso.

De Blasio disse que a cidade não está recebendo suprimentos médicos necessários do governo federal para lidar com a rápida disseminação da doença respiratória Covid-19.

continua após o anúncio

“Se o presidente não agir, morrerão pessoas que poderiam estar vivendo”, disse Blasio à NBC.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no Twitter neste domingo que as montadoras norte-americanas Ford, General Motors e Tesla receberam luz verde para produzir respiradores e outros itens necessários durante o surto de coronavírus.

continua após o anúncio

O isolamento que afeta grandes segmentos da população norte-americana para tentar conter a propagação do coronavírus deve durar de 10 a 12 semanas, ou até o início de junho, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

Os norte-americanos estão se adaptando à maior mudança na vida cotidiana desde a Segunda Guerra Mundial, com escolas fechadas, esportes cancelados e instabilidade econômica, à medida que as perdas de empregos aumentam com o fechamento de empresas em muitos setores.

continua após o anúncio

Os hospitais estão lutando para obter equipamentos de proteção para os profissionais de saúde e respiradores, enquanto se preparam para uma onda de pacientes que precisam de ajuda para respirar, pois casos graves costumam levar a pneumonia e diminuição da função pulmonar.

O coronavírus matou mais de 13.000 pessoas em todo o mundo e infectou mais de 300.000 em cerca de 170 países.

continua após o anúncio

Os parlamentares dos EUA estão chegando a um acordo que poderia injetar uma cifra recorde de 1 trilhão de dólares na economia para limitar os danos econômicos causados ​​pelo coronavírus.

Quase um em cada quatro norte-americanos, ou 80 milhões de pessoas, recebeu ordem para fechar empreendimentos e ficar em casa, uma vez que Nova York, Califórnia, Illinois, Connecticut e Nova Jersey instituíram isolamentos estaduais.

continua após o anúncio

Reportagem adicional de Andrea Shalal e Susan Heavey, em Washington

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247