Holandeses votam em eleição que testa sentimento antissistema na Europa

População da Holanda foi às urnas nesta quarta-feira em uma eleição vista como um teste do sentimento nacionalista, amplificado por um desentendimento com a Turquia nos últimos dias, na primeira de três votações neste ano na União Europeia nas quais partidos anti-imigrantes buscam avanços; partido de centro-direita VVD, do primeiro-ministro Mark Rutte, de 50 anos, disputa com o Partido da Liberdade (PVV) do incendiário líder anti-islã e anti-UE Geert Wilders, de 53 anos, para formar o maior partido no Parlamento

População da Holanda foi às urnas nesta quarta-feira em uma eleição vista como um teste do sentimento nacionalista, amplificado por um desentendimento com a Turquia nos últimos dias, na primeira de três votações neste ano na União Europeia nas quais partidos anti-imigrantes buscam avanços; partido de centro-direita VVD, do primeiro-ministro Mark Rutte, de 50 anos, disputa com o Partido da Liberdade (PVV) do incendiário líder anti-islã e anti-UE Geert Wilders, de 53 anos, para formar o maior partido no Parlamento
População da Holanda foi às urnas nesta quarta-feira em uma eleição vista como um teste do sentimento nacionalista, amplificado por um desentendimento com a Turquia nos últimos dias, na primeira de três votações neste ano na União Europeia nas quais partidos anti-imigrantes buscam avanços; partido de centro-direita VVD, do primeiro-ministro Mark Rutte, de 50 anos, disputa com o Partido da Liberdade (PVV) do incendiário líder anti-islã e anti-UE Geert Wilders, de 53 anos, para formar o maior partido no Parlamento (Foto: Aquiles Lins)


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AMSTERDÃ (Reuters) - A população da Holanda foi às urnas nesta quarta-feira em uma eleição vista como um teste do sentimento nacionalista, amplificado por um desentendimento com a Turquia nos últimos dias, na primeira de três votações neste ano na União Europeia nas quais partidos anti-imigrantes buscam avanços.

O partido de centro-direita VVD, do primeiro-ministro Mark Rutte, de 50 anos, disputa com o Partido da Liberdade (PVV) do incendiário líder anti-islã e anti-UE Geert Wilders, de 53 anos, para formar o maior partido no Parlamento.

Até 13 milhões de eleitores começaram a depositar seus votos nas seções eleitorais de todo o país, que serão fechadas às 21h (horário local).

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"Vou votar em Wilders. Espero que ele consiga realizar uma mudança que torne a Holanda melhor", disse Wendy de Graaf ao deixar os filhos na escola em Haia. "Não concordo com tudo que ele diz... mas sinto que a imigração é um problema".

Wilders, que prometeu "desislamizar" a Holanda, não tem praticamente nenhuma chance de formar um governo, já que todas as maiores legendas descartaram trabalhar com ele, mas uma vitória do PVV enviaria ondas de choque por toda a Europa.

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A eleição holandesa é a primeira medição do sentimento antissistema na UE e das possibilidades de sobrevivência do bloco depois da vitória surpreendente de Donald Trump nos Estados Unidos e do referendo de 2016 no Reino Unido que decidiu pela desfiliação britânica da UE.

A França escolhe seu próximo presidente neste ano e a líder de extrema-direita Marine Le Pen deve estar no segundo turno de maio, e em setembro o partido de direita eurocético Alternativa para a Alemanha, que atacou a política de portas abertas a refugiados da chanceler alemã, Angela Merkel, deve conquistar suas primeira cadeiras na câmara baixa do parlamento.

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Na Holanda, as últimas pesquisas de opinião indicavam uma vantagem de três pontos percentuais para o partido de Rutte sobre o de Wilders, embora estas sondagens não tenham levado plenamente em conta uma ruptura nas relações diplomáticas com Ancara devida à proibição à entrada de ministros turcos que iriam discursar em comícios a compatriotas residentes em solo holandês.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, acusou a Holanda de comportamento nazista.

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Os primeiros indícios são de que a tensão pode ter ajudado os dois principais candidatos, mas não haverá um vencedor claro, já que até 15 partidos têm uma chance real de conquistar uma vaga no Parlamento e nenhum deve obter sequer 20 por cento do total de votos.

(Por Philip Blenkinsop)

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