Historiadora da Sorbonne: Brasil comete suicídio político
Para a historiadora Juliette Dumont, do Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina (Iheal), da universidade parisiense Sorbonne Nouvelle, o provável afastamento da presidente Dilma Rousseff "vai fragilizar o Brasil e prejudicar, durante muitos anos, a credibilidade do país no cenário internacional"; "O Brasil cometerá um suicídio político", se o Senado aprovar o pedido de impeachment de Dilma, diz
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247 - Para a historiadora Juliette Dumont, do Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina (Iheal), da universidade parisiense Sorbonne Nouvelle, o provável afastamento da presidente Dilma Rousseff "vai fragilizar o Brasil e prejudicar, durante muitos anos, a credibilidade do país no cenário internacional".
"O Brasil cometerá um suicídio político", se o Senado aprovar o pedido de impeachment de Dilma, diz ela.
Ela reconheceu que há evidências de que o PT está envolvido em corrupção, mas recordou que foi nos governos de Dilma e do ex-presidente Lula que a Polícia Federal teve mais liberdade de investigação. "Espero que o voto no Senado não seja a farsa que foi o voto na Câmara", acrescentou.
Especialista em relações internacionais, a historiadora da Sorbonne considera que a credibilidade do Brasil está profundamente abalada. Segundo Dumont, a votação do pedido de impeachment "deu uma imagem patética" da Câmara. "Eu acho que o Brasil vai levar muitos anos para corrigir os danos que foram feitos ao país no exterior, a começar na própria América Latina."
Leia aqui a reportagem da RFI sobre o assunto.
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