Hillary elogia ações de Dilma em protestos

Ex-secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton, ressaltou em seu livro "Hard Choices" ("Decisões Difíceis", em tradução literal) o bom trabalho da presidente Dilma Rousseff durante as manifestações de junho de 2013, como um "exemplo de democracia": "Em vez de desprezar ou bater e prender manifestantes, como fizeram muitos outros países, incluindo a Venezuela, Dilma se juntou a eles, reconheceu as suas preocupações e pediu que trabalhassem com o governo para resolver os problemas"

Ex-secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton, ressaltou em seu livro "Hard Choices" ("Decisões Difíceis", em tradução literal) o bom trabalho da presidente Dilma Rousseff durante as manifestações de junho de 2013, como um "exemplo de democracia": "Em vez de desprezar ou bater e prender manifestantes, como fizeram muitos outros países, incluindo a Venezuela, Dilma se juntou a eles, reconheceu as suas preocupações e pediu que trabalhassem com o governo para resolver os problemas"
Ex-secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton, ressaltou em seu livro "Hard Choices" ("Decisões Difíceis", em tradução literal) o bom trabalho da presidente Dilma Rousseff durante as manifestações de junho de 2013, como um "exemplo de democracia": "Em vez de desprezar ou bater e prender manifestantes, como fizeram muitos outros países, incluindo a Venezuela, Dilma se juntou a eles, reconheceu as suas preocupações e pediu que trabalhassem com o governo para resolver os problemas" (Foto: Roberta Namour)


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SÃO PAULO - Nesta semana será lançado um livro de memórias escrito pela ex-secretária de estado dos EUA, Hillary Clinton, chamado de "Hard Choices" ("Decisões Difíceis", em tradução literal). Mais do que ver como ela lembra dos acontecimentos na Casa Branca ou com a economia norte-americana, chama atenção no livro o capítulo dedicado à América Latina e a forma elogiosa como ela trata a presidente Dilma Rousseff.

Como mostra a matéria do El País Brasil, para Hillary a presidente é um modelo de "líder formidável" e se mostra como exemplo da democracia nos países latinos. “Eu a admiro e gosto dela”, diz a ex-secretária. “Ela pode não ter a graciosa ousadia de Lula ou a experiência técnica de [Fernando Henrique] Cardoso, mas tem um intelecto forte e muita garra”, avalia no livro.

Sobre os protestos de junho do ano passado, Hillary ainda elogia a forma como a presidente tratou do caso e como conseguiu resolver a situação com os manifestantes como um exemplo de democracia. “Em vez de desprezar ou bater e prender manifestantes, como fizeram muitos outros países, incluindo a Venezuela, Dilma se juntou a eles, reconheceu as suas preocupações e pediu que trabalhassem com o governo para resolver os problemas”, afirmou.

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Hillary aproveita o lançamento do livro para tentar alavancar uma possível candidatura à presidência dos EUA em 2016. Em suas memórias, ela ainda diz que é preciso superar a "imagem ultrapassada" que os norte-americanos têm da América Latina e que a região conseguiu "notáveis avanços econômicos e políticos nos últimos 20 anos", sendo que há muito a aprender com as transformações ocorridas.

Entre os líderes da região, Hillary ainda lembra da chilena Michelle Bachelet e da mexicana Patricia Espinosa de forma carinhosa, enquanto não há citações sobre a argentina Cristina Kirchner. Por outro lado, ela chama Hugo Chávez de "ditador autoengrandecido" e diz que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, é uma “reminiscência da caricatura do homem forte centro-americano, com seu chapéu de caubói branco, seu bigode negro-azeviche e sua afeição por Hugo Chávez e Fidel Castro”.

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