Haiti vive clima de insegurança, com manifestações, tiroteios e saques

Em meio a uma violenta crise social, econômica e política no Haiti, cidadãos denunciam um aumento do clima de insegurança, sobretudo na região metropolitana da capital, Porto Príncipe

Haiti vive clima de insegurança, com manifestações, tiroteios e saques
Haiti vive clima de insegurança, com manifestações, tiroteios e saques (Foto: BAHARE KHODABANDE)


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247, com Prensa latina - Em meio a uma violenta crise social, econômica e política no Haiti, cidadãos denunciam um aumento do clima de insegurança, sobretudo na região metropolitana da capital, Porto Príncipe.

A situação é particularmente tensa em Martissant, onde ocorreram invasões e roubos de casas. Houve tiroteios nos enfrentamentos pelo controle do território.

'Desde o dia 18 de novembro, os bandidos armados saqueiam nossas casas e assassinam pessoas. O que é pior: tudo ocorre sob o olhar complacente dos policiais", disse uma moradora, sublinhando que próximo ao local existe uma delegacia de polícia' .

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Há vários meses, um crescente clima de insegurança, denunciado por todos os setores da vida nacional, tomou conta dos bairros mais pobres, situação que se intensificou com a mobilização do último domingo (18) contra a corrupção e que pede a renúncia do presidente Jovenel Moise.

Nesta terça-feira (20), autoridades policiais lamentaram o assassinato e posterior queima de um agente no centro da cidade, e enviaram condolências aos familiares e amigos da vítima.

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Os meios locais de comunicação informaram sobre um ataque contra um ônibus que transportava dois turistas de nacionalidade ainda não confirmada, que foram atendidos em centros médicos da cidade.

Por sua parte, o diretor do Centro Nacional de Ambulâncias, Harold Louis, pediu à população para que facilite o transporte de emergência dos pacientes feridos, e lamentou que em regiões como Cabo Haitiano (norte), La Saline e Bon Repos (oeste), estejam sendo atacados os veículos de primeiros socorros.

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Os protestos do domingo deixaram um saldo de três mortos, segundo as autoridades nacionais, enquanto outras cinco pessoas ficaram feridas e 23 foram presas. Contudo, a oposição afirma que o número de mortes se elevou a 11, e 45 pessoas foram feridas, enquanto 75 pessoas se encontram detidas.

Na segunda-feira, o presidente haitiano se reuniu com os líderes dos poderes Judiciário e Legislativo para analisar a situação do país, e decidiram continuar o diálogo com os diversos setores, assim como intensificar os programas de 'apaziguamento social' e encontrar a harmonia necessária para um melhor funcionamento do Estado.

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