Guerra em Donetsk e Lugansk: regiões separatistas da Ucrânia são alvo de bombardeios; refugiados chegam à Rússia (vídeos)
Governo ucraniano nega responsabilidade, mas iniciou ofensiva militar contra repúblicas separatistas, violando os Acordos de Minsk de 2015
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247 - Explosões foram ouvidas nas regiões separatistas da Ucrânia na noite desta sexta-feira, 18, na República Popular de Donetsk (RPD) e na República Popular de Lugansk (RPL), territórios de maioria étnica russa.
Desde o início do dia, tropas de Kiev iniciaram uma guerra na região, fazendo com que os separatistas, pegos de surpresa, iniciassem um processo de retirada para territórios russos. O governo ucraniano, de Volodomyr Zelensky, violou os Acordos de Minsk, feitos em fevereiro de 2015, que preveem um cessar-fogo entre as repúblicas independentes e Kiev.
Agora, explosões foram ouvidas pela região.
Uma delas, em Donetsk, ocorreu a algumas dezenas de metros perto do edifício do governo. Edifícios próximos não foram danificados. No entanto, ainda não há informações sobre as vítimas, segundo a agência Sputnik. A explosão teria atingido o carro do chefe do Gerenciamento da Milícia Popular de Donetsk, o major-general Denis Sinenkov.
Em Lugansk, foram relatados pelo menos dois bombardeios aéreos. Um gasoduto da região explodiu e pegou fogo.
As autoridades das repúblicas independentes afirmaram que morteiros foram atirados contra aldeões. Segundo o porta-voz da Milícia Popular de RPD, Eduard Basurin, Kiev fez diversas tentativas de sabotagem em Donbass, com o uso de morteiros e grenadas.
O presidente da Duma do Estado russo, Viacheslav Volodin, declarou nesta sexta que a Rússia não quer a guerra, mas protegerá os residentes de Donetsk e Lugansk em caso de ameaça às vidas da população.
Centenas de ônibus, principalmente com crianças e idosos, têm deixado a região para ingressar em território russo. O governo da Rússia tem ajudado no translado dos refugiados para local seguro. Cerca de 25 mil pessoas já deixaram a RPL, enquanto RPD planeja evacuar entre 500 mil e 700 mil cidadãos.
A situação de guerra ocorre em meio à tensão entre a Rússia e o bloco da Otan, liderada pelos Estados Unidos, na questão envolvendo a Ucrânia.
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