Guardian: Bannon tenta unificar a direita e influenciar eleições europeias
Documentário do jornal britânico The Guardian aponta que o empresário Steve Bannon, que atuou nas campanhas do presidente dos EUA, Donald Trump, e do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro(PSL), tem planos para ampliar a presença de parlamentares ligados à extrema direita da Europa; segundo o documentário, 'Bannon estaria oferecendo aos partidos de direita e extrema direita ajuda com "pesquisas, análises de dados, mídias sociais, criação de 'salas de guerra' para campanha eleitorais', o que é ilegal na maioria dos países do continente por caracterizar interferência no processo eleitoral
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247 - Um documentário produzido pelo jornal britânico The Guardian aponta que o empresário Steve Bannon, que atuou em prol da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro(PSL), tem planos para ampliar a presença de parlamentares ligados à extrema direita da Europa, além de querer unificar partidos e lideranças, no que ele chama de "Movimento". Segundo o The Guardian, "populistas de direita estão em ascensão em toda a Europa" e Bannon vem intensificando estas ações, pouco após deixar a Casa Branca, o que pode ser visto como um desafio a legalidade, já que podem representar uma interferência indevida nas eleições.
"O Movimento foi definido pelo Guardian no documentário como a operação de uma "máquina de campanha para impulsionar a extrema direita na Europa". A ideia de Bannon é "muito simples": "unificar os movimentos patrióticos de direita na Europa". O diretor administrativo do Movimento é o político belga Mischael Modrikamen. Ele disse à reportagem que o Movimento fará oposição em nível internacional às "forças globalistas"", ressalta matéria sobre o documentário no GGN.
Ainda conforme o documentário, "Bannon estaria oferecendo aos partidos de direita e extrema direita ajuda com "pesquisas, análises de dados, mídias sociais, criação de "salas de guerra" para campanha eleitorais, mas isso, segundo o Guardian, "é ilegal na maioria dos países da Europa" sondados pelo empresário. De 9 países onde há ativos de interesse de Bannon, sete têm leis restritivas sobre a participação de estrangeiros na eleição", destaca o GGN.
"O jornal também coloca em dúvida as intenções de Bannon, um americano, em interferir nas eleições europeis. Como isso pode ser diferente da Rússia ou da China interferindo nos Estados Unidos? Bannon respondeu: "Eu estou fazendo isso como um populista, não como alguém associado à Casa Branca." Foi lembrado, na sequência, de que até pouco tempo atrás ele tinha um cargo junto a Trump", ressalta o texto.
Leia a íntegra no GGN e veja o documentário.
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