Greve geral paralisa Argentina e desafia governo Macri

Argentinos em protesto contra medidas de austeridade do governo e exigindo aumentos salariais paralisaram o país na primeira greve geral desde a posse de Mauricio Macri, há 16 meses; policiais e manifestantes se enfrentaram; defensor do livre mercado, presidente argentino assumiu em dezembro de 2015 e eliminou os controles sobre a moeda e o comércio e cortou gastos do governo; pesquisa feita no mês passado mostrou que, pela primeira vez desde que tomou posse, mais argentinos desaprovam do que aprovam seu desempenho

Argentinos em protesto contra medidas de austeridade do governo e exigindo aumentos salariais paralisaram o país na primeira greve geral desde a posse de Mauricio Macri, há 16 meses; policiais e manifestantes se enfrentaram; defensor do livre mercado, presidente argentino assumiu em dezembro de 2015 e eliminou os controles sobre a moeda e o comércio e cortou gastos do governo; pesquisa feita no mês passado mostrou que, pela primeira vez desde que tomou posse, mais argentinos desaprovam do que aprovam seu desempenho
Argentinos em protesto contra medidas de austeridade do governo e exigindo aumentos salariais paralisaram o país na primeira greve geral desde a posse de Mauricio Macri, há 16 meses; policiais e manifestantes se enfrentaram; defensor do livre mercado, presidente argentino assumiu em dezembro de 2015 e eliminou os controles sobre a moeda e o comércio e cortou gastos do governo; pesquisa feita no mês passado mostrou que, pela primeira vez desde que tomou posse, mais argentinos desaprovam do que aprovam seu desempenho (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Argentinos em protesto contra medidas de austeridade do governo e exigindo aumentos salariais paralisaram o país nesta quinta-feira, em um desafio ao presidente Mauricio Macri na primeira greve geral convocada por sindicatos trabalhistas desde sua posse há 16 meses.

Motoristas de caminhões e ônibus, professores, operários, funcionários de aeroportos e agentes alfandegários que controlam o setor crucial de exportação de grãos abandonaram o trabalho por 24 horas a partir da meia-noite.

As forças de segurança travaram confronto com os manifestantes que haviam bloqueado a Rodovia Pan-Americana, a principal estrada que leva do norte para a capital Buenos Aires, onde as ruas normalmente movimentadas estavam semi-vazias e os pontos comerciais, fechados.

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Manifestantes empunharam cartazes e gritaram em protestos realizados em todo o país.

"Não há agentes alfandegários aqui, então não vai haver exportação nem importação hoje", disse Guillermo Wade, gerente da câmara marítima do principal polo de grãos argentino, em Rosário. O país é o maior exportador mundial de ração de soja para animais de criação e o terceiro maior fornecedor de grãos de soja.

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Macri, defensor do livre mercado, assumiu em dezembro de 2015. Ele eliminou os controles sobre a moeda e o comércio e cortou gastos do governo, incluindo os subsídios ao gás, uma medida que causou grandes aumentos nas contas dos lares com calefação.

Os manifestantes também estão clamando por maiores salários para compensar a inflação, que alcançou os 40 por cento no ano passado e deve ficar em torno de 20 por cento em 2017.

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"A situação é dramática", disse Julio Piumato, porta-voz da central sindical CGT, em uma entrevista por telefone.

"A riqueza está sendo concentrada nas mãos de uns poucos no mesmo ritmo com que a pobreza está crescendo", afirmou. "Medidas urgentes são necessárias para criar empregos. Um de cada três argentinos é pobre".

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Uma pesquisa feita no mês passado mostrou que, pela primeira vez desde que Macri foi empossado, mais compatriotas desaprovam do que aprovam seu desempenho.

(Reportagem adicional de Nicolas Misculin)

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