Gregos botam pra quebrar em Atenas

Mais de 50 mil pessoas foram às ruas para protestar contra as medidas de austeridade; "esses aumentos de impostos e cortes de salários estão nos matando", declarou um manifestante; cerca de 3 mil policiais --o dobro do usado normalmente-- foram convocados para proteger a cidade; Veja fotos 

Gregos botam pra quebrar em Atenas
Gregos botam pra quebrar em Atenas (Foto: Reuters)


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Por Renee Maltezou e Harry Papachristou - ATENAS, 26 Set (Reuters) - Voos e trens foram suspensos, lojas fecharam as portas e dezenas de milhares de gregos tomaram as ruas, nesta quarta-feira, na primeira greve contra as medidas de austeridade no país desde que um novo governo de coalizão tomou posse em junho. Veja fotos aqui

Em Atenas, mais de 50 mil pessoas gritaram nas ruas: "Não vamos nos submeter à troika (credores)" e "Fora UE e FMI!".

Os manifestantes passaram pela praça Syntagma, no centro de Atenas, em direção ao Parlamento, para protestar contra a nova rodada de medidas de austeridade determinadas pela UE e o FMI como exigência para dar mais ajuda ao país.

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"Não aguentamos mais isso -- estamos sangrando. Não podemos criar nossas crianças dessa forma", disse Dina Kokou, uma professora de 54 anos e mãe de quatro filhos que vive com uma renda mensal de 1.000 euros.

"Esses aumentos de impostos e cortes de salários estão nos matando."

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A greve, convocada pelos dois maiores sindicados do país --que representaram metade dos 4 milhões de trabalhadores gregos-- é o primeiro grande teste à popularidade do primeiro-ministro Antonis Samaras.

As férias de verão deram ao governo de coalizão liderado pelos conservadores uma calma relativa nas ruas desde que Samaras chegou ao poder com uma plataforma pró-euro e pró-resgate, mas os sindicatos preveem mais protestos com o fim do descanso.

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"Ontem os espanhóis tomaram as ruas, hoje somos nós, amanhã serão os italianos e no dia seguinte, todo o povo da Europa", disse Yiorgos Harisis, sindicalista do sindicato dos servidores públicos Adedy.

Cerca de 3 mil policiais --o dobro do usado normalmente-- foram às ruas para proteger o centro de Atenas e autoridades se prepararam para o tipo de violência que marcou manifestações passadas no país.

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O último grande caso de violência nas ruas de Atenas ocorreu em fevereiro, quando manifestantes colocaram fogo em lojas e agências bancárias depois que o Parlamento aprovou as medidas de austeridade.

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