Governo golpista intensifica perseguição política na Bolívia
O governo golpista da Bolívia aprovou uma lei eleitoral provisória e está empenhado em manobras para legitimar o golpe de Estado, ao mesmo tempo em que intensifica a perseguição contra figuras do governo deposto da Bolívia
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Prensa Latina - A autoproclamada presidente interina da Bolívia Jeanine Áñez ordenou na segunda-feira, através do Ministério Público, a prisão do ex-ministro da Presidência Juan Ramón Quintana, após uma queixa contra ele por supostos crimes de terrorismo, instigação de crime e sedição.
As autoridades do golpe culpam Quintana por promover atos de violência, em referência às manifestações populares espontâneas em várias regiões do país sul-americano em rejeição ao golpe de Estado que interrompeu o mandato de Evo Morales.
Apenas três dias após o fatídico 10 de novembro em que Morales anunciou sua renúncia sob coação das Forças Armadas, e para evitar confrontos fratricidas no país, o nomeado ministro do governo Arturo Murillo anunciou o início de uma 'caçada' a Juan Ramón Quintana, cujo paradeiro atual é desconhecido.
O mandado de prisão contra aquele que serviu como Ministro da Presidência de Evo Morales por três períodos (2006-2010, 2012-2017, 2019), bem como embaixador em Cuba (2017-2019), confirma que os golpistas querem criminalizar os expoentes do governo anterior, incluindo o presidente deposto.
Após a ruptura da ordem constitucional na Bolívia, Evo Morales tornou-se alvo de perseguição política e judicial pelas autoridades de fato, que instauraram um processo criminal contra o líder indígena por supostos crimes de sedição e terrorismo, entre outros.
O governo ditatorial de Jeanine Áñez baseou sua acusação na gravação de uma suposta conversa telefônica entre o presidente e um líder social.
"Eu denuncio o governo de fato na Bolívia por criar uma montagem com a intenção de me fazer um julgamento internacional", disse Morales através da rede social Twitter.
Um juiz de instrução andou prender o vice-presidente do Movimento Ao Socialismo (MAS), Gerardo García, por suposto uso indevido de bens do Estado, 'sem evidências ou argumentos legais', de acordo com a denúncia feita por Morales nas redes sociais, em outro caso óbvio de perseguição política.
Segundo analistas, tudo aponta para uma estratégia de esvaziar a liderança e a organização das forças progressistas diante de um eventual processo eleitoral, ainda a ser definido.
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