Governo golpista da Bolívia tenta impedir que partido de Evo Morales concorra às eleições presidenciais

A Bolívia está mergulhada em um caos político e social que inclui protestos populares, bloqueios de estradas, repressões policiais, despejos com armas e uma presença crescente de grupos paramilitares. O pano de fundo são o adiamento das eleições presidenciais e as tentativas de banir o Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente deposto Evo Morales

Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales
Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales (Foto: REUTERS/Rodrigo Urzagasti)


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247 - Os protestos contra o novo adiamento das eleições presidenciais na Bolívia são o mais novo ingrediente da crise política no país, onde soa o alarme sobre o perigo de uma guerra civil diante da crescente tensão entre os apoiadores do MAS e setores de extrema direita ligados à presidente golpista Jeanine Áñez. 

No fim de semana houve confrontos violentos , entre forças de segurança e as organizações sociais aglutinadas na Central Obrera Boliviana (COB) e o Pacto de Unidade. 

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Nesta segunda-feira (10) essas organizações iniciaram novos protestos contra o adiamento das eleições de 6 de setembro para 18 de outubro.

Os partidários de Evo Morales consideram que a pandemia é apenas de um pretexto para que seus rivais de direita e extrema direita ganhem tempo, já que estão realizando uma série de manobras para impedir a indicação de Luis Arce, candidato à presidência do MAS que, segundo as pesquisas, encabeça as intenções de voto, informa a RT.

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