Governo da Nicarágua rejeita interferência da OEA

A Chancelaria nicaraguense se pronunciou depois de confirmar que a OEA falará na quarta-feira sobre a situação do país, exigindo do organismo respeito à sua soberania e autodeterminação

(Foto: Jorge Cabrera/Reuters)


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247 - O Ministério das Relações Exteriores da Nicarágua divulgou uma nota na segunda-feira (18) rejeitando as ações intervencionistas orquestradas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que ameaçam a soberania nacional. “É inadmissível que outro ou outros Estados, em violação aberta ao princípio da autodeterminação dos povos, julguem outro povo livre”, diz a Chancelaria nicaraguense.

A Chancelaria se pronunciou depois de confirmar que a OEA falará na quarta-feira sobre a situação do país, para a qual pediu respeito à soberania e autodeterminação: "Não aceitamos discutir ou julgar os atos de soberania que o povo nicaraguense, no exercício de seus direitos fundamentais, compromete-se a viver de acordo com nossas leis e normas sociais ”, acrescentou o Ministério das RelaçõesExteriores do país centro-americano.

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“Qualquer ingerência estrangeira nos assuntos internos da Nicarágua ou qualquer tentativa de prejudicar esses direitos, ameaça a vida do povo. É dever de todos os nicaraguenses preservar e defender esses direitos”, explica a Chancelaria.

Antes das eleições gerais de 7 de novembro a serem realizadas na Nicarágua, a OEA começou a discutir o tema em que se questiona o modelo democrático do país, comportamento semelhante ao assumido com a Bolívia, que desencadeou um golpe de Estado contra o então presidente Evo Morales, informa a Telesul.

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