Governo da Colômbia e Farc anunciam acordo final de paz

Após quatro anos de negociação, o histórico pacto definitivo para acabar com o enfrentamento de mais de 52 anos, que deixou 220 mil mortos e milhões de desalojados, considera a desmobilização dos guerrilheiros, o abandono das armas e a transformação das Farc em um movimento político

Após quatro anos de negociação, o histórico pacto definitivo para acabar com o enfrentamento de mais de 52 anos, que deixou 220 mil mortos e milhões de desalojados, considera a desmobilização dos guerrilheiros, o abandono das armas e a transformação das Farc em um movimento político
Após quatro anos de negociação, o histórico pacto definitivo para acabar com o enfrentamento de mais de 52 anos, que deixou 220 mil mortos e milhões de desalojados, considera a desmobilização dos guerrilheiros, o abandono das armas e a transformação das Farc em um movimento político (Foto: Ana Pupulin)


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HAVANA (Reuters) - O governo da Colômbia e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram a um acordo de paz definitivo após quatro anos de negociações em Cuba, o que põe fim a um violento conflito armado, informaram os países fiadores do acordo.

O histórico pacto para acabar com o enfrentamento de mais de 52 anos, que deixou 220 mil mortos e milhões de desalojados, considera a desmobilização dos guerrilheiros, o abandono das armas e a transformação das Farc em um movimento político.

"As delegações do governo nacional e das Farc-EP anunciamos que chegamos a um acordo final, integral e definitivo sobre a totalidade dos pontos da agenda do acordo geral para o encerramento do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia", afirmou comunicado conjunto lido pelos países fiadores.

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O acordo final, um texto de mais de 200 páginas, ainda deve ser enviado ao Congresso, assinado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e pelo líder máximo das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko", e submetido a um plebiscito para que os colombianos o referendem antes de ser implementado.

(Reportagem de Nelson Acosta e Luis Jaime Acosta em Bogotá)

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