Governo da Colômbia diz que vai combater membros das FARC que não entregaram as armas

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que não haverá hesitação por parte das autoridades contra membros das FARC que não entregaram as armas após o cessar-fogo assinado com Bogotá; mais de 11 mil membros das FARC entregaram suas armas este ano como parte de um acordo de paz com o Governo para acabar com uma guerra civil de mais de cinco décadas; Colômbia estima que 800 ex-guerrilheiros não se desmobilizaram

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. 24/11/2016 REUTERS/Jaime Saldarriaga
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. 24/11/2016 REUTERS/Jaime Saldarriaga (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Sputnik Brasil

Os membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que não abandonaram a via armada e se juntaram a grupos de tráfico de drogas conhecerão a força do Exército da Colômbia, afirmou o presidente Juan Manuel Santos nesta quinta-feira (23).

Mais de 11 mil membros das FARC entregaram suas armas este ano como parte de um acordo de paz com o Governo para acabar com uma guerra civil de mais de cinco décadas. O grupo manteve suas iniciais e agora irá atuar como um partido político.

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Mas a Colômbia estima que 800 ex-guerrilheiros não se desmobilizaram.

O partido dos ex-combatentes é a Força Alternativa Revolucionária do Comum, que já condenou publicamente os que não abandonaram as armas.

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"Vamos jogar tudo sobre esses dissidentes", disse o presidente Santos. "Não haverá hesitação".

O mandatário colombiano afirmou que o número de dissidentes é menor que o usual (15%) em acordos deste tipo.

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Relatório da Anistia Internacional apontou que apesar de uma redução no número de morte de civis, o conflito continua em várias partes do país devido à presença de grupos criminosos e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

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