Governo colombiano defende operação militar que assassinou sete crianças
Apesar do acordo de paz assinado com as forças guerrilheiras em 2016, o governo colombiano ainda considera que o país vive clima de guerra, envolvendo-se em operações militares nas quais suas forças cometem crimes contra os direitos humanos. Na mais recente, sete crianças foram assassinadas
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Telesur - O ministro da Defesa da Colômbia, Guillermo Botero, justificou na terça-feira (5) a operação militar dirigida contra dissidentes das Farc, na qual sete menores morreram, incluindo uma menina de 12 anos.
Botero, que enfrentou um debate sobre censura na terça-feira no Senado, disse que a operação militar contra dissidentes das Farc, realizada há algumas semanas no departamento de Caquetá, no sul da Colômbia, era "legal" e apegada à lei humanitária internacional "Esta foi uma operação legal realizada com todo o rigor do Direito Internacional Humanitário e com o apoio do Ministério Público, que conhecia a operação desde o início", afirmou o ministro.
O senador Roy Barreras denunciou durante a sessão parlamentar que a operação em Caquetá, na qual cerca de 14 dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias Colômbia (Farc) foram mortos, foi na verdade um massacre, que incluiu o assassinato de sete menores. "Você se escondeu da Colômbia naquele dia em que bombardeou crianças e sete crianças morreram. Você não disse à Colômbia que havia bombardeado crianças nessa operação", disse Barreras.
O presidente da câmara alta, Lidio García, depois que o debate sobre a moção de censura terminou, convocou os senadores para uma nova sessão na quarta-feira da próxima semana para prosseguir a votação.
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