Governo chinês se opõe 'firmemente' à supressão da Huawei imposta pelos EUA, diz porta-voz
"A China se opõe firmemente à difamação deliberada e à supressão da Huawei e outras empresas chinesas impostas pelos Estados Unidos", disse Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, na terça-feira, em resposta à declaração dos EUA sobre mais restrições à companhia chinesa
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247 - O porta-voz da chancelaria chinesa, Zhao Lijian, disse em uma coletiva de imprensa que os EUA têm usado o conceito de segurança nacional e o poder estatal para impor várias restrições às empresas chinesas, o que constitui um "ato hegemônico flagrante", informa a Xinhua.
O governo estadunidense anunciou na segunda-feira que apertará ainda mais as restrições sobre a Huawei com o objetivo de cortar todos os seus acessos à tecnologia dos EUA, acrescentando 38 afiliadas da Huawei a uma lista de empresas proibidas de receber certas tecnologias sensíveis.
Zhao disse que os EUA têm violado as regras de comércio internacionais, e têm prejudicado severamente a cadeia industrial e a cadeia de oferta globais, sublinhando que isso danificará inevitavelmente os interesses nacionais e a imagem dos EUA.
Ao assinalar que muitas empresas bem-sucedidas em outros países têm a supressão similar dos EUA na história, Zhao disse que o ato dos EUA "tem sido e continuará sendo oposto por todos os outros países".
Durante os últimos 30 anos, a Huawei construiu mais de 1.500 redes em mais de 170 países e regiões, fornecendo serviços a 228 empresas da Fortune 500 e servindo mais de 3 bilhões de pessoas no mundo. Não há nenhum incidente de segurança cibernética ou monitoramento da rede e atividade de vigilância similar aos incidentes de Snowden e WikiLeaks, ou o incidente "Prism gate". Nenhum país tem prova de que a Huawei insere "backdoors", afirmou Zhao.
Zhao instou que os EUA corrijam imediatamente seus erros, parem de difamar a China e deixem de suprimir as empresas chinesas, acrescentando que o governo chinês continuará a tomar medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas.
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