Governo britânico: "absolutamente correta" detenção de brasileiro

A ministra do Interior, Theresa May, disse que a polícia valeu-se de poderes conferidos pelas leis antiterrorismo, que autorizam medidas de segurança para impedir que dados furtados ajudem terroristas, para deter o brasileiro David Miranda: "se a polícia acreditar que alguém está de posse de informações furtadas e altamente sensíveis, que poderiam ajudar terroristas, que poderiam colocar vidas em risco, levar a uma potencial perda de vida, a polícia seja capaz de agir, e é isso que a lei a autoriza a fazer"

A ministra do Interior, Theresa May, disse que a polícia valeu-se de poderes conferidos pelas leis antiterrorismo, que autorizam medidas de segurança para impedir que dados furtados ajudem terroristas, para deter o brasileiro David Miranda: "se a polícia acreditar que alguém está de posse de informações furtadas e altamente sensíveis, que poderiam ajudar terroristas, que poderiam colocar vidas em risco, levar a uma potencial perda de vida, a polícia seja capaz de agir, e é isso que a lei a autoriza a fazer"
A ministra do Interior, Theresa May, disse que a polícia valeu-se de poderes conferidos pelas leis antiterrorismo, que autorizam medidas de segurança para impedir que dados furtados ajudem terroristas, para deter o brasileiro David Miranda: "se a polícia acreditar que alguém está de posse de informações furtadas e altamente sensíveis, que poderiam ajudar terroristas, que poderiam colocar vidas em risco, levar a uma potencial perda de vida, a polícia seja capaz de agir, e é isso que a lei a autoriza a fazer" (Foto: Valter Lima)


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Por Estelle Shirbon e Michael Holden

LONDRES, 20 Ago (Reuters) - O governo britânico defendeu-se nesta terça-feira (20) das acusações de abuso na detenção do brasileiro David Miranda, alegando que a polícia tinha o direito de fazer isso por considerar que vidas corriam perigo em decorrência de informações obtidas pelo fugitivo norte-americano Edward Snowden, que estavam em poder de Miranda.

O brasileiro é companheiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que vive no Rio de Janeiro e revelou em junho, pelo jornal britânico Guardian, que os EUA e a Grã-Bretanha mantêm programas secretos de vigilância eletrônica e telefônica. A denúncia foi feita com base em informações passadas por Snowden, ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional dos EUA, agora refugiado na Rússia.

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Miranda passou nove horas detido no aeroporto londrino de Heathrow, no domingo, quando fazia uma conexão de Berlim para o Rio. Ele diz ter sido interrogado sobre as atividades jornalísticas de Greenwald, e obrigado a entregar aparelhos eletrônicos em seu poder.

O governo britânico enfrentou queixas judiciais e diplomáticas por causa dessa atitude, e também por causa dos relatos de que o Guardian teria sido pressionado por autoridades a destruir computadores que continham informações fornecidas por Snowden.

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A ministra do Interior, Theresa May, disse que a polícia valeu-se de poderes conferidos pelas leis antiterrorismo, que autorizam medidas de segurança para impedir que dados furtados ajudem terroristas.

"É absolutamente correto que, se a polícia acreditar que alguém está de posse de informações furtadas e altamente sensíveis, que poderiam ajudar terroristas, que poderiam colocar vidas em risco, levar a uma potencial perda de vida, a polícia seja capaz de agir, e é isso que a lei a autoriza a fazer", disse May à BBC.

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A ministra acrescentou, no entanto, que uma revisão independente estava realizada sobre a conduta policial.

Ela admitiu que, como ministra do Interior, foi informada com antecedência que Miranda poderia ser barrado, mas salientou que não decide quem a polícia detém. Os Estados Unidos, que acusam Snowden de espionagem, disseram ter sido avisados de antemão, mas negaram ter solicitado que Miranda fosse interrogado.

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Um advogado britânico que representa o brasileiro questionou na Justiça a base jurídica da detenção, e disse que a polícia apreendeu um laptop, um celular, cartões de memória, um disco rígido de computador e um console de jogos.

Miranda havia ido a Berlim buscar material de Snowden para Greenwald, remetido por intermédio da documentarista norte-americana Laura Poitras. "Esses itens contêm material jornalístico sensível e confidencial, e não deveriam ter sido apreendidos", escreveram os advogados de Miranda em Londres numa carta a May e à polícia.

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O governo brasileiro se queixou à Grã-Bretanha. Políticos de oposição, advogados de direitos humanos e órgãos de defesa da liberdade de expressão também recriminaram a detenção de Miranda.

(Reportagem adicional de Andrew Osborn e Belinda Goldsmith em Londres e Mark Hosenball em Washington)

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