Governo Bolsonaro foi hostil com a Bolívia e se destrói na política externa, diz Celso Amorim
O embaixador e ex-chanceler criticou na TV 247 a ausência de um membro do governo brasileiro na posse do novo presidente da Bolívia, Luis Arce. “O Brasil é vizinho da Bolívia, o Brasil depende do gás da Bolívia. É um gesto de hostilidade. Não tem cabimento”, falou. Assista
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247 - O embaixador e ex-ministro Celso Amorim falou na TV 247 sobre a destruição da política externa do governo brasileiro e, para ilustrar o péssimo momento, citou a ausência de autoridades brasileiras na cerimônia de posse do novo presidente da Bolívia, Luis Arce. O único brasileiro presente no ato era o embaixador do Brasil no país. Para Amorim, o fato de o governo Jair Bolsonaro não ter enviado ninguém ao evento, ou mesmo ele próprio não ter comparecido, é um gesto de hostilidade contra o país vizinho.
“Isso é inqualificável. A política externa tinha muito mais racionalidade do que hoje, nunca houve uma coisa igual, nunca houve. O Geisel reconheceu o governo marxista de Angola e hoje nós temos essa coisa muito triste. Gente, o Brasil é vizinho da Bolívia, o Brasil depende do gás da Bolívia, ela depende de nós também, mas nós dependemos dela. É um gesto de hostilidade. Eu acho que o Brasil, em matéria de política externa, o governo Bolsonaro, porque o Brasil é muito grande e vai sobreviver, o governo Bolsonaro está cometendo suicídio. Essas coisas não existem. É uma coisa que não tem cabimento, sem explicação”, afirmou o embaixador, que disse ainda não ficar surpreso com mais nenhuma medida diplomática de Bolsonaro. “Se você me dissesse: ‘olha, resolveram fechar o Itamaraty e alugar. Agora vai ser um cassino’, não me surpreenderia”.
O ex-ministro também parabenizou o presidente da Argentina, Alberto Fernández, pela atitude de levar o ex-presidente boliviano Evo Morales de volta a seu país, pela fronteira, já que estava em exílio em meio aos argentinos depois que foi deposto pelo golpe na Bolívia. “Isso é um gesto extraordinário de grandeza, é um lado de carinho humano e de grandeza de estadista, uma combinação fantástica. Sentimentos bonitos também são possíveis na política, isso me tocou muito, achei muito bonito. Foi uma cena emocionante para mim”.
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