Governadores da Grécia decidem emprestar dinheiro ao governo central

Governadores da Grécia e outras autoridades locais concordaram em emprestar dinheiro ao governo central, perto da falência, após o primeiro-ministro Alexis Tsipras assegurá-los de que a medida irá durar apenas por um curto período de tempo; Atenas está presa em uma disputa com seus credores europeus; a capital Atenas deve pagar quase 1 bilhão de euros ao FMI em maio; o país tem dito que quer honrar suas obrigações e precisa que credores ofereçam algo em troca

Governadores da Grécia e outras autoridades locais concordaram em emprestar dinheiro ao governo central, perto da falência, após o primeiro-ministro Alexis Tsipras assegurá-los de que a medida irá durar apenas por um curto período de tempo; Atenas está presa em uma disputa com seus credores europeus; a capital Atenas deve pagar quase 1 bilhão de euros ao FMI em maio; o país tem dito que quer honrar suas obrigações e precisa que credores ofereçam algo em troca
Governadores da Grécia e outras autoridades locais concordaram em emprestar dinheiro ao governo central, perto da falência, após o primeiro-ministro Alexis Tsipras assegurá-los de que a medida irá durar apenas por um curto período de tempo; Atenas está presa em uma disputa com seus credores europeus; a capital Atenas deve pagar quase 1 bilhão de euros ao FMI em maio; o país tem dito que quer honrar suas obrigações e precisa que credores ofereçam algo em troca (Foto: Leonardo Lucena)


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ANTENAS (Reuters) - Os governadores da Grécia e outras autoridades locais concordaram neste sábado em emprestar dinheiro ao governo central, perto da falência, após o primeiro-ministro Alexis Tsipras assegurá-los de que a medida irá durar apenas por um curto período de tempo.

Legisladores gregos aprovaram um decreto na noite de sexta-feira para forçar entidades estatais a emprestar dinheiro ao governo central, apesar dos protestos de municípios e sindicatos trabalhistas.

A medida, que foi aprovada por 156 legisladores na câmara de 300 assentos, provocou críticas de governadores locais, que se encontraram com o primeiro-ministro Alexis Tsipras neste sábado para buscar uma explicação sobre a necessidade da ação.

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"Nós obtivemos garantias de que a medida é uma emergência e uma emergência temporária, então será opcional em um curto período de tempo", disse o chefe do grupo grego representando as autoridades de governos locais, Kostas Agorastos, a jornalistas após a reunião.

"Uma vez que ele (Tsipras) falou conosco honestamente, e uma vez que nosso país precisa dessa ferramenta de negociação para que as negociações sejam completas, nós daremos essa ferramenta", disse ele.

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A algumas semanas de ficar sem dinheiro, Atenas tem aproveitado as reservas de recursos de entidades do setor público através das chamadas operações de reporte para cobrir suas necessidades.

Na segunda-feira Atenas ordenou entidades, incluindo governos locais, a emprestar dinheiro de sobra ao Estado enquanto tenta encontrar um acordo com credores estrangeiros céticos sobre novas ajudas financeiras.

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"O Estado está comprometido a pagar salários e pensões", disse o porta-voz parlamentar do governo Nikos Filis aos legisladores, defendendo a legislação. "O dinheiro estará ganhando melhores taxas de juros (do que os bancos pagam)."

Os protestos aumentaram a pressão sobre Tsipras, cuja decisão de combater os credores tem se tornado cada vez mais impopular. Uma pesquisa da Universidade da Macedônia desta semana mostrou que 45,5 por cento dos gregos aprovam a instância negociadora do governo, cerca de 30 pontos percentuais abaixo de fevereiro.

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Atenas está presa em uma disputa com seus credores europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre sua proposta de um acordo para obter dinheiro em troca de reformas, e o progresso tem sido limitado. Ministros das Finanças da zona do euro disseram após a reunião em Riga, na sexta-feira, que as perspectivas de um acordo estavam distantes e que o tempo está se esgotando, além de acusarem a Grécia de falhar em agir.

Atenas deve pagar quase 1 bilhão de euros ao FMI em maio. O país tem dito que quer honrar suas obrigações e precisa que credores ofereçam algo em troca.

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"Por todo esse tempo, a Grécia e os gregos têm sangrado para cumprir com suas obrigações de dívida - uma prova de que o governo quer chegar a uma solução", disse o porta-voz do governo Gabriel Sakellaridis à Mega TV na sexta-feira.

(Por Renee Maltezou)

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