Golpistas não precisam de tanques, mas de juízes, diz Nobel da Paz

"Já não precisam de exércitos, mas apenas de cumplicidade de câmaras parlamentares e do Poder Judicial", disse o argentino Adolfo Perez Esquivel, sobre a onda de golpes na América Latina, que começou em Honduras, passou pelo Paraguai e atingiu o Brasil; Esquivel classificou a condenação do ex-presidente Lula como parte desse processo golpista

"Já não precisam de exércitos, mas apenas de cumplicidade de câmaras parlamentares e do Poder Judicial", disse o argentino Adolfo Perez Esquivel, sobre a onda de golpes na América Latina, que começou em Honduras, passou pelo Paraguai e atingiu o Brasil; Esquivel classificou a condenação do ex-presidente Lula como parte desse processo golpista
"Já não precisam de exércitos, mas apenas de cumplicidade de câmaras parlamentares e do Poder Judicial", disse o argentino Adolfo Perez Esquivel, sobre a onda de golpes na América Latina, que começou em Honduras, passou pelo Paraguai e atingiu o Brasil; Esquivel classificou a condenação do ex-presidente Lula como parte desse processo golpista (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Sputinik

Em entrevista à Sputnik Mundo, o Nobel da Paz, argentino Adolfo Pérez Esquivel, disse que a condenação do ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é um "golpe judicial e político", advertindo que o juiz responsável pela sentença, Sérgio Moro, "vem insistindo em Lula para tirá-lo da carreira presidencial". 

"Conheço Lula muito antes de ele ser líder do PT, quando era dirigente sindical, sempre manteve uma ética impecável", destacou.

Em 12 de julho, a Justiça brasileira sentenciou o ex-presidente Lula da Silva a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença foi anunciada pelo juiz Sérgio Moro.

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Para o Nobel argentino, o Brasil é um exemplo da corrente que não quer ver governos progressistas no poder da região. Citou como exemplo o golpe contra Manuel Zelaya, em 2009 em Honduras, o golpe contra Fernando Lugo no Paraguai, quatro anos depois, e a destituição de Dilma Rousseff da presidência do Brasil em 2016.

"O próprio presidente, Michel Temer, de fato, teve que reconhecer que se tratou de uma ação de vingança contra Dilma, contra a qual não conseguiram comprovar nenhum ato de corrupção. Já não precisam de exércitos, mas apenas de cumplicidade de câmaras parlamentares e do Poder Judicial", disse à Sputnik Mundo.

Esquivel alertou a existência de uma "fratura" dos movimentos sociais e disse que "devem ser superadas estas divisões para igualar os objetivos". Explicou que em seu país, Argentina, a fratura social é "enorme" e isso faz com que haja "avassalamentos" em todos as classes sociais.

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"As democracias já não respondem à vontade dos povos. É preciso buscar uma democracia participativa com controle dos cidadãos. Todos que almejam uma democracia participativa, não podem se distanciar da situação que o Brasil está experimentando", concluiu.

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