Golpe na Bolívia foi reedição da Operação Condor, diz Evo após revelação de encontro entre Bolsonaro e Áñez
Evo destacou que em vez de defender a democracia, Bolsonaro facilitou o intervencionismo e confirmou as suspeitas sobre o apoio brasileiro ao golpe
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247- O ex-presidente da Bolívia Evo Morales escreveu em sua conta no Twitter nesta quarta-feira (19) que os encontros secretos entre Bolsonaro e Jeanine Àñez, a ex-presidente boliviana que reprimiu, perseguiu, massacrou e roubou o povo boliviano e está presa, foram uma reedição da Operação Condor.
Evo destacou que em vez de defender a democracia, Bolsonaro facilitou o intervencionismo e confirmou as suspeitas sobre o apoio brasileiro ao golpe que o derrubou do poder.
“Um presidente de direita admite ter se encontrado com o presidente de fato que reprimiu, perseguiu, massacrou e roubou o povo boliviano. Em vez de defender a democracia, o servilismo ao imperialismo facilitou o intervencionismo. O golpe na Bolívia foi uma reedição do Plano Condor"
O possível encontro pode ser a ponta de uma meada onde conspirações, fugas clandestinas, fuga de ministros e talvez entrega de armas se enredem.
Em matéria publicada originalmente pelo Página 12 e reproduzida pelo Brasil 247, o jornalista Dario Pignotti revelou que a declaração de Bolsonaro deixa claro que ele e Áñez se encontraram de forma secreta.
“Em um ato aparentemente involuntário, o capitão e presidente aposentado afirmou: "a ex-presidente da Bolívia, Jeanine... Eu estive com ela uma vez, ela é uma pessoa legal que está na prisão". Você sabe qual é a acusação contra ela? (ter cometido) atos antidemocráticos", diz o jornalista.
“Segundo essa declaração, para Bolsonaro, atacar instituições é algo que não deve ser punido com a prisão da ex-presidente, que permanece detida em um presídio em La Paz, onde se prepara para enfrentar um novo julgamento. O que Bolsonaro não disse é quando e onde ocorreu o encontro com a mulher que governou de fato entre novembro de 2019 e dezembro de 2020, quando o presidente Luis Arce tomou posse. Nesse período de pouco mais de um ano, o avião presidencial boliviano, que só pode decolar com autorização do chefe de Estado ou com ele a bordo, voou com frequência e clandestinidade para o Brasil”, acrescenta Pignotti.
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