'Golpe falhou e não percebem', afirma Maduro durante ato em Caracas
O golpe "falhou e não percebem", disse o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, diante de uma multidão que tomou às ruas de Caracas neste sábado (2), em defesa da democracia e em comemoração aos 20 anos da Revolução Bolivariana: "Aqui está governando a Revolução, e vamos continuar a governar", disse o presidente
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247 - Neste momento milhares de pessoas ocupam às ruas de Caracas e de diversas cidades do país em defesa da democracia e em comemoração aos 20 anos da Revolução Bolivariana. Em discurso, o presidente Nicolás Maduro chamou a oposição a abandonar o caminho da ingerência estrangeira.
"Até quando vão continuar a causar dano ao país? Já basta de tantos danos que tem feito a nossa Pátria" disse Maduro, enfatizando que o golpe já falou. "Falhou e não percebem. Aqui está governando a Revolução, e vamos continuar a governar", disse o presidente .
Em Caracas, capital do país, trabalhadores, estudantes, membros de movimentos e coletivos populares empunham cartazes e faixas repudiado a ofensiva golpista encabeçada por Juan Guaidó, que conta com apoio do governo de Donald Trump.
Maduro afirmou que a saída é através do trabalho e da produção local e reiterou o seu chamado pela paz. "Nós conquistamos a paz, a paz foi imposta novamente, eles não puderam encher a Venezuela de violência, nós os derrotamos com justiça", completou.
Nesse sentido, ele insistiu no diálogo. "O dia que quiserem, onde quiserem, como quiserem, estou pronto para falar e para preparar o encontro nacional de forma, a respeitar esta Constituição entre todos e para colocar uma agenda nacional de prioridades", disse ele, observando que o mais urgente delas era a recuperação da economia.
O chefe de Estado também parabenizou as iniciativas dos governos do México, Uruguai e Bolívia, que, optando pela paz e pela democracia, tentam estabelecer uma mesa de conversações entre as partes dentro da Venezuela.
Em artigo, o jornalista Breno Altman rebate a tese defendida pelo governo norte-americano de convocação de novas eleições. Para ele, "propor novas eleições, sem que tenha sido sustado o golpe de Estado em curso e restabelecida a normalidade tanto constitucional quanto diplomática, ao contrário de ser uma solução pacifica, fortalece quem busca tomar o poder pela força"..
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