G7 pede missão internacional compartilhada para conter crise no Afeganistão
Países mais ricos do mundo querem estratégia conjunta para encarar nova situação no Afeganistão
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LONDRES (Reuters) - Os ministros das Relações Exteriores do G7 pediram nesta quinta-feira à comunidade internacional para unificar suas respostas à crise no Afeganistão para prevenir que a situação no país saia do controle, afirmou o chanceler britânico, Dominic Raab.
Os militantes do Taliban tomaram o controle do país no fim de semana, em um movimento que colocou milhares de civis e militares afegãos em fuga em busca de segurança. Muitos temem uma volta a uma interpretação rígida da lei Islâmica imposta durante o último governo do grupo, que acabou há 20 anos.
"Os ministros do G7 solicitam à toda comunidade internacional que se una em uma missão compartilhada para prevenir a escalada da crise no Afeganistão", disse Raab em nota após a reunião com os ministros do G7.
O Reino Unido detém atualmente a liderança rotativa do G7, que também inclui Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Japão e Canadá.
"A crise no Afeganistão requer uma resposta internacional incluindo o engajamento intensivo em questões críticas na região do Afeganistão: com os afegãos mais afetados, as partes do conflito, o Conselho de Segurança da ONU, o G20, doadores internacionais, e os vizinhos regionais do Afeganistão", disse a nota.
Na quarta-feira o Reino Unido disse que dobraria seu auxílio humanitário e de desenvolvimento para o Afeganistão para 286 milhões de libras neste ano.
Separadamente, Raab disse na noite de quinta-feira que o Reino Unido e a Turquia estão trabalhando juntos no Afeganistão para garantir as retiradas em segurança. O ministro britânico agradeceu à Turquia pelo comprometimento na garantia da segurança do aeroporto de Cabul ao lado das tropas britânicas.
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