Furacão Ian causa duas mortes na Flórida; moradores buscam desaparecidos

Uma das tempestades mais poderosas a atingir o continente americano nos últimos anos, Ian inundou comunidades e deixou mais de 2,5 milhões de casas e empresas sem energia

Rua alagada em Fort Myers, na Flórida
Rua alagada em Fort Myers, na Flórida (Foto: REUTERS/Marco Bello)


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VENICE, Flórida (Reuters) - O governador da Flórida, Ron DeSantis, disse nesta quinta-feira (29) que duas pessoas morreram durante a passagem do furacão Ian pela Flórida.  Segundo o gestor, os condados de Lee e Charlotte, que abrigam mais de 900.000 pessoas, estão "basicamente incomunicáveis".

Equipes de resgate e moradores da costa do Golfo da Flórida procuravam pessoas desaparecidas e recolhiam pedaços de casas destruídas nesta quinta-feira, depois que o furacão Ian atingiu a área com ventos uivantes, chuvas torrenciais e ondas furiosas.

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Uma das tempestades mais poderosas a atingir o continente americano nos últimos anos, Ian inundou comunidades e deixou mais de 2,5 milhões de casas e empresas sem energia antes de atravessar a península até a costa atlântica.

A tempestade atingiu a terra na ilha barreira de Cayo Costa na tarde de quarta-feira como um furacão de categoria 4 com ventos máximos sustentados de 241 km/h.

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Um número não especificado de pessoas ficaram presas depois de optar por permanecer em casa em vez de atender às ordens de retirada, disse o governador da Flórida, Ron DeSantis.

Nas primeiras horas da manhã, moradores de áreas atingidas procuravam familiares e amigos enquanto árvores, detritos e linhas de energia cobriam estradas e água parada varria o solo. A busca foi dificultada porque os serviços de telefonia celular eram frequentemente cortados.

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"Muitas árvores caídas, muitas inundações por toda parte. Estamos tentando encontrar minha filha", disse Terri Byrd enquanto estava sentada em um veículo em um estacionamento do Walmart tentando obter serviço de celular depois de passar a noite em um escola primária em Venice.

Ian enfraqueceu enquanto passava pela Flórida, mas ainda produzia ventos fortes, chuvas e tempestades, inclusive na Geórgia e nas Carolinas, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

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A tempestade, com ventos máximos sustentados de 100 km/h, estava cerca de 70 km a sudeste de Orlando, disse a organização.

O presidente Joe Biden aprovou uma declaração de desastre nesta quinta-feira, disponibilizando recursos federais para os municípios afetados pela tempestade.

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Não houve relatos oficiais de mortes relacionadas à tempestade ou ferimentos graves na Flórida. Mas as autoridades de fronteira dos EUA disseram que 20 imigrantes cubanos estão desaparecidos depois que seu barco afundou na costa na quarta-feira.

Empresas de energia locais disseram que mais de 2,5 milhões de residências e empresas na Flórida ficaram sem energia nesta quinta-feira após serem atingidas pela tempestade.

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"Esta é uma tempestade sobre a qual falaremos por muitos anos, um evento histórico", disse Ken Graham, diretor do Serviço Nacional de Meteorologia.

(Reportagem de Brad Brooks em Venice; Reportagem adicional de Brendan O'Brien, Jarrett Renshaw, Leah Douglas, Kanishka Singh e Tyler Clifford em Washington, Rich McKay em Atlanta e Dan Whitcomb em Los Angeles; reportagem adicional de Steve Gorman em Los Angeles)

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