Fundadora das "Avós da Praça de Maio" encontra neta após 39 anos
María Isabel "Chicha" Chorobik, uma das fundadoras da Associação Avós da Praça de Maio, encontrou, nesta quinta-feira (24), após uma espera de 39 anos, a neta sequestrada com três meses de vida pela ditadura militar argentina (1973-1983); Clara Anahí é a 120ª neta a ser recuperada pela família; "Clara Anahí, de 39 anos, foi perseverante em encontrar o modo de chegar à sua avó e garantir mediante estudos genéticos seu vínculo biológico", disse a Associação Anahí; Clara Anahí foi apropriada pela ditadura em 24 de novembro de 1976, quando as Forças de Segurança atacaram a casa de Daniel Mariani, filho de Chicha, e da nora Diana Teruggi
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Do portal Opera Mundi - Após 39 anos de busca, María Isabel "Chicha" Chorobik, uma das fundadoras da Associação Avós da Praça de Maio, encontrou, nesta quinta-feira (24/12), a neta sequestrada com três meses de vida pela ditadura militar argentina (1973-1983). Clara Anahí é a 120ª neta a ser recuperada pela família.
Em comunicado divulgado pelo Facebook, a Associação Anahí ressalta que "Clara Anahí, de 39 anos, foi perseverante em encontrar o modo de chegar à sua avó e garantir mediante estudos genéticos seu vínculo biológico. Em poucas horas esse vínculo adotou as modalidades mais afetivas e de alto compromisso amoroso. Compartilhamos com milhões de pessoas na Argentina e no mundo essa imensa alegria".
Clara Anahí foi apropriada pela ditadura em 24 de novembro de 1976, quando integrantes das Forças de Segurança atacaram a casa de Daniel Mariani – filho de Chicha – e Diana Teruggi – sua nora -, ambos militantes dos montoneiros. No ataque, Diana morreu, junto com outros quatro militantes.
Após o anúncio feito pelas forças do Estado para que os militantes se rendessem, Diana tentou entregar a filha pelo muro aos vizinhos, para que fosse entregue à avó, mas morreu antes de conseguir fazê-lo.
Não foi divulgada, até o momento, a identidade de Clara, nem detalhes sobre o encontro com a avó.
"Chicha" Chorobik é uma das fundadoras e foi a segunda presidente das Avós da Praça de Maio, da qual se separou em 1989. Sete anos mais tarde, fundou a Associação Anahí.
Logo após o desaparecimento de Clara, Chicha começou a buscá-la em quarteis, delegacias... em vão. Com a confirmação, por parte do Monsenhor Emilio Graselli, de que sua neta estava viva – mas fora entregue a uma família influente argentina – fundou, em 1977, junto com Alicia Zubasnabar de De la Cuadra, "Licha", uma associação para buscar os netos desaparecidos.
Ao longo das quase quatro décadas em que esteve procurando por Clara, Chicha escreveu diversas cartas para a neta.
Durante a presidência de Chicha nas Avós da Praça de Maio, foi criado o sistema de identificação genético para definir mecanismos para estabelecer um sistema de identificação dos netos. Em 1989, por desacordos com as demais avós, deixou a organização.
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