Fundador da Eurasia Group, maior consultoria de risco global, prevê 'big techs' incapazes de administrar e reprimir fake news
Ian Bremmer alerta para a construção de teorias conspiratórias a partir das redes e durante processos eleitorais
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247 - Fundador da Eurasia Group, maior consultoria de risco global, Ian Bremmer afirma em artigo na Folha de S. Paulo publicado nesta quarta-feira (5) que teme o crescimento das big techs em 2022, o que poderá "expor novas vulnerabilidades em nossas sociedades".
Entre os riscos, cita Ian Bremmer, está a incapacidade das plataformas de conter a disseminação de fake news. "Algoritmos criados com dados enviesados tomarão decisões destrutivas que afetarão o modo como bilhões de pessoas vivem e trabalham. Turbas online incitarão à violência. Má informação movimentará bolsas de valores. Teorias conspiratórias distorcerão as opiniões de milhões de pessoas. Hackers roubarão informações a nosso respeito. Todas essas ameaças crescerão no espaço digital, onde as regras são definidas pelas maiores empresas de tecnologia do mundo, não por governos".
Ele destaca ainda que o poder cada vez mais centralizado nas big techs, e não nos governos, "é uma situação nova". "Há quase quatro séculos, Estados-nações traçam os limites e implementam as regras que regem nossas sociedades e nossa vida. Hoje, porém, as maiores firmas de tecnologia do mundo estão projetando, construindo e gerindo uma dimensão inteiramente nova de geopolítica, economia e interação social. Estão escrevendo os algoritmos que decidem o que as pessoas veem e ouvem, determinam nossas oportunidades e influenciam o modo como pensamos".
"A governança ineficaz das gigantes tech vai impor custos à sociedade e às empresas. A desinformação vai se agravar antes das eleições parlamentares de 2022 nos Estados Unidos, enfraquecendo ainda mais a confiança dos americanos no processo democrático", diz Bremmer.
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