Frente conservadora contra a esquerda, no Brasil e no México

Doutora em Filosofia pela Universidade Goethe de Frankfurt (Alemanha) e professora da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM/México), a brasileira Miriam Madureira explica à jornalista Erica Morhay, para o site Carta Maior, que o cenário caótico do Brasil atual está na agenda de professores e pesquisadores de diferentes países do continente americano, num exercício de reflexão e resistência contra violações às pautas democráticas que, não raro, se reproduzem na região; ela diz que o quadro eleitoral antiprogressismo não é um fenômeno isolado e que o México apresenta o mesmo teste de forças brasileiro: todos (elite local e imprensa) conta López Obrador, o candidato das esquerdas

Frente conservadora contra a esquerda, no Brasil e no México
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247 - Doutora em Filosofia pela Universidade Goethe de Frankfurt (Alemanha) e professora da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM/México), a brasileira Miriam Madureira explica à jornalista Erica Morhay, para o site Carta Maior, que o cenário caótico do Brasil atual está na agenda de professores e pesquisadores de diferentes países do continente americano, num exercício de reflexão e resistência contra violações às pautas democráticas que, não raro, se reproduzem na região. Ela diz que o quadro eleitoral antiprogressismo não é um fenômeno isolado e que o México apresenta o mesmo teste de forças brasileiro: todos (elite local e imprensa) conta López Obrador, o candidato das esquerdas.

“Perceber a existência de uma mesma lógica em acontecimentos nos diferentes países do continente permite identificar uma mesma lógica no que poderia parecer acaso, e perceber que esta lógica está frequentemente vinculada a interesses internos e externos semelhantes. Isso também pode ser útil para desenvolver uma resistência em comum”, argumenta Miriam.

Ecoaram em universidades mexicanas os recentes ataques à liberdade de cátedra desfechados no Brasil pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, contra o cientista político Luis Felipe Miguel, que oferece uma disciplina sobre o golpe de 2016 na Universidade de Brasília (UNB). “Consideramos gravíssima a situação atual do país e pensamos que a censura ao debate acadêmico e a perseguição às Humanidades que se torna cada vez mais clara é inadmissível”, repudia a professora".

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