Franco afasta militares por encontro com chanceler venezuelano
Novo governo do Paraguai acusa Venezuela de tentar articular um golpe militar para manter Fernando Lugo no poder
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Filipe Mauro _Opera Mundi - O Tribunal das Forças Armadas do Paraguai afastou os dez generais que se reuniram com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma suposta tentativa de reverter a deposição do então presidente Fernando Lugo.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira em sessão extraordinária do tribunal liderada pelo atual presidente paraguaio e comandante-em-chefe das Forças Armadas, Federico Franco. Entre os condenados estão os generais Adalberto Ramón Garcete, do Exército, e o almirante Juan Carlos Benítez, da Marinha, além do comandante do 1º Corpo de Exército, Juan Carlos Ayala. Também foi afastado o general Angel Vallovera, chefe da Casa Militar na gestão de Lugo e suspeito de ter encabeçado a reunião com Maduro.
Após o impeachment de Lugo, o governo paraguaio divulgou imagens de uma suposta reunião entre Maduro e a alta cúpula das Forças Armadas. O país acusa a Venezuela de tentar articular um golpe militar para manter Lugo no poder.
Na última quarta-feira 11, os militares negaram à promotora paraguaia Stella Mary Cano que o chanceler venezuelano houvesse os pressionado a se voltar contra Franco, que é ex-vice-presidente da gestão de Lugo.
A acusação de que a Venezuela interferiu junto aos militares foi feita pela ministra de Defesa do Paraguai, María Liz García, em 3 de julho. No vídeo, editado, o chanceler venezuelano aparecia acompanhado de membros das forças armadas paraguaias.
No dia seguinte, Maduro foi declarado persona non grata no país, mesmo com a revelação de que também estavam no encontro chanceleres da Unasul (União de Nações Sul-americanas).
Os militares admitiram que, no momento em que era processado o juízo político de Lugo, em 22 de junho, foi debatida a possibilidade de as forças armadas emitirem um comunicado, coisa que não ocorreu. Na reunião dos militares com os enviados da Unasul, também foram avaliadas as possíveis consequências da destituição do presidente.
Cano admitiu no início da semana que, ao contrário do que havia afirmado a ministra da Defesa, a gravação, feita com as câmeras de segurança do palácio de governo, não prova a denúncia de Garcia.
Assista ao vídeo:
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